Rede Feminista de Saúde é parceira do seminário Harmonizando os Direitos Humanos das Mulheres: desafios e paradigmas contemporâneos que se realizará no Auditório da OAB/RS, 2º andar, Rua Washington Luiz, 1110, Centro, Porto Alegre. As temáticas das palestras são: Lei Maria da Penha: Responsabilidade do Estado Brasileiro; Desvendando a Violência Sexual; Implicações Jurídicas dos Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. As palestras têm início às 18h30min.
17/08/2009 e 18/08/2009
DIREITOS HUMANOS
Numa iniciativa da Plataforma Interamericana de Direitos Humanos acontecerá no Rio de Janeiro o Seminário de Desenvolvimento e Direitos Humanos. O objetivo é aprofundar o debate que já vem ocorrendo sobre os modelos de desenvolvimento e os impactos sobre Direitos Humanos. Marta Giane Machado Torres, da Regional Pará, representa a Rede Feminista neste evento.
18/08/2009
LEGALIZAÇÃO DO ABORTO
O Movimento Feminista e de Mulheres da Bahia está convidando para o lançamento da Frente Contra a Criminalização de Mulheres pela Legalização do Aborto.O ato será às 18 horas no Auditório do Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador,subsolo da Prefeitura Municipal.
19/08/2009 e 20/08/2009
CIDADANIA
Seminário Políticas Públicas, Movimentos Sociais e Cidadania acontecerá em Salvador/BA no
Auditório Principal da Academia de Letras da Bahia. Av. Joana Angélica, 198, Nazaré (próx. Ministério Público).
Realização e contato: Núcleo Diálogos Sociais / E-mail:clique aqui
29/08/2009
HOMOAFETIVAS
Seminário Direitos das Mulheres Homoafetivas será realizado das 9h às 18h na sede do CEDIM, Rua Camerino, 51, Centro, Rio de Janeiro. A promoção é do Movimento D’Ellas. As inscrições podem ser feitas até 15 de agosto pelo e-mail: seminário@orgulho.org .
23/09/2009,24/09/2009 e 25/09/2009
FÓRUM DE GÊNERO
Numa promoção do NIEM/Ufrgs será realizado o II Seminário Nacional de Ciência Política: América Latina em Debate no Campus do Vale. Este ano o Seminário promoverá o primeiro Fórum de Gênero,Direitos Humanos e Cidadania com as presenças das professoras e doutoras Teresa Sacchet (USP) e Maria Salet Novellino, da I Escola Nacional de Ciências Estatísticas/IBGE. Mais informações no site: www.ufrgs.br/sncp
24/09/2009 e 25/09/2009
PESQUISAS
A Coordenação da Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisas Sobre a Mulher e Relações de Gênero – Redor realizará o XV Encontro da Redor e o IV Encontro de Pesquisadoras Sobre Gênero do Maranhão. Mais informações: redor@ufma.br e mmulher13@hotmail.com .
13/10/2009 e 14/10/2009
SALUD SEXUAL
Marcado para Lima,Peru, o Seminario "Salud Sexual y Reproductiva en América Latina- Avance e insuficiencias a la luz de El Cairo +15 y los Objetivos de Desarrollo del Milenio" . Mais informações: acesse
13/11/2009 a 15/11/2009
MULHERES NEGRAS
A Rede de Mulheres Negras, do Paraná, promoverá, em Curitiba, a quarta edição do Seminário Mulheres Negras e Saúde que conta, entre os seus apoiadores, com a participação da Rede Feminista de Saúde. Mais informações pelo e-mail .
Ano 2 | nº 22 | Porto Alegre | Rio Grande do Sul | Brasil
Destaque desta Edição
Câmara Federal vai homenagear os 18 anos da Rede Feminista de Saúde
Os 18 anos de atuação da Rede Feminista na resistência e luta por políticas públicas que garantam mais proteção a saúde integral das mulheres, defesa dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos, como direitos humanos da população feminina brasileira e ações concretas de enfrentamento ao fundamentalismo serão homenageados pela Câmara Federal na segunda quinzena de setembro. O requerimento é da deputada federal Emília Fernandes, PT/RS (foto), que solicitou audiência pública para debater os marcos da saúde das mulheres, dos direitos sexuais e direitos reprodutivos focando os 15 anos da concretização da Conferência das Nações Unidas Sobre População e Desenvolvimento, realizada no Cairo, em 1994 (Cairo+15); os 25 anos do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher – PAISM, hoje Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres - PNAISM e os 18 anos da Rede Feminista de Saúde.
A deputada ficou muito sensibilizada com as atividades da Rede quando participou da apresentação oficial dos produtos da organização – CD Rom e uma publicação – que compõem o projeto Trilhas da Saúde das Mulheres, no dia 10 de junho passado, no plenário do Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde, em Brasília, DF.
Ela garantiu que promoveria reunião semelhante no Congresso Nacional para que deputados e deputadas tomem ciência da trajetória da construção dos marcos nacionais e internacionais da saúde das mulheres, cujo conteúdo pode ser acessado através do CD Rom e site Trilhas da Saúde das Mulheres e, também, da publicação Ferramenta para ação política das mulheres.
Esta será a segunda vez, neste ano, que a Rede Feminista de Saúde tem o seu trabalho reconhecido publicamente. A primeira ocorreu em março quando o Ministério da Saúde promoveu O Seminário sobre os 25 Anos do Paism. Um evento que debateu a saúde das mulheres e reverenciou personalidades e instituições que apoiaram o desenvolvimento das políticas de saúde para mulheres nos últimos 25 anos. A RFS foi homenageada por seus esforços coletivos e constante iniciativa na defesa da equidade de gênero, respeito aos direitos humanos das mulheres e pelo empenho para que fosse implementada a área técnica de Saúde da Mulher no Ministério.
Rede participou, no Panamá, de reunião do Comitê Cairo+15 da RSMLAC
A secretária executiva da Rede Feminista de Saúde, Telia Negrão, esteve presente na reunião do Comitê Regional da Saúde das Mulheres Latinoamericanas e do Caribe - que discute as propostas, ações, avanços em torno dos 15 anos da Conferência das Nações Unidas sobre População e Desenvolvimento (Cairo +15) - no Panamá. Para a coordenadora geral da RSMLAC,Nirvana Gonzalez, este encontro foi chamado com o intuito de “trocar experiências, identificar prioridades, consensuar estratégias e emitir um posicionamento de apoio ao Programa de Ação resultante da Conferência do Cairo”. Este encontro é preparatório para o Foro Global de ONGs para Cairo+15 que acontecerá em Berlim, Alemanha, entre os dias 29 de agosto e 5 de setembro, com a participação de diversas organizações da sociedade civil com ampla experiência de trabalho em saúde,direitos sexuais e reprodutivos.
RFS identifica novas agendas para a sua atuação junto aos movimentos sociais
Foto: revistapilates.com.br A Rede Feminista de Saúde foi criada em agosto de 1991, por ocasião do Seminário Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos realizado em Itapecerica da Serra, São Paulo. Além da defesa dos direitos sexuais e reprodutivos, a Rede vem aprofundando diálogos sobre as causas de adoecimento e morte de mulheres, intensificando campanhas acerca da redução da mortalidade materna e do aborto inseguro, violência de gênero e o racismo e feminização do HIV/Aids. Atualmente a RFS vem identificando novas agendas, com atenção para o câncer de mama e cérvico-uterino, saúde mental, e o uso pelas mulheres do tabaco, do álcool e de outras drogas.
Para o desenvolvimento de suas ações, a RFS está articulada com outros movimentos sociais do Brasil, América Latina e Caribe e tem representação em importantes instâncias de controle social das políticas, como o Conselho Nacional de Saúde (CNS), o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, Comissão Nacional de Mortalidade Materna e a Comissão de Monitoramento do Pacto Nacional para a Redução da Mortalidade Materna e Neonatal.
Além disso, participa da coordenação da Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (Plataforma DhESCA Brasil), integra a Campanha dos 16 Dias de Ativismo, a Plataforma dos Movimentos Sociais para a Reforma Política, é parceira do Observatório para a Implementação da Lei Maria da Penha e está na coordenação da Campanha por uma Convenção dos Direitos Sexuais e Reprodutivos, é Ponto Focal da Campanha Internacional – 28 de Setembro para a Despenalização do Aborto. Integra, como membro permanente, o Conselho Diretor da Rede de Saúde das Mulheres Latinomaericanas e do Caribe - RSMLAC e a Rede Mundial de Mulheres pelos Direitos Reprodutivos.
Candidatura de Mazé Araújo à Relatoria Nacional da Plataforma DhESCA Brasil
A Rede Feminista de Saúde indicou em processo de debate com as filiadas, a médica pediatra, especialista em Saúde da Mulher, Maria José de Oliveira Araújo (Mazé Araújo), integrante do Conselho Diretor, para participar do processo de seleção para a Relatoria Nacional do Direito Humano à Saúde da Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (Plataforma DhESCA Brasil).
Nessa edição do projeto Relatorias Nacionais em DhESCA, a relatoria da saúde terá como eixo prioritário os Direitos Sexuais e Reprodutivos com ênfase ao direito à autonomia sexual e reprodutiva e direito ao aborto legal,seguro, considerando o contexto da criminalização das mulheres por abortamento. Além disso, todas as relatorias deverão seguir a recomendação de considerar as desigualdades de raça/etnia e gênero em suas ações de incidência política. Caso tenha seu nome aprovado, Mazé pretende priorizar sua atuação em dois eixos: violação dos direitos reprodutivos e morte materna por abortos inseguros e os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres em situação de privação de liberdade.
Militante com larga experiência nos movimentos de mulheres, feminista e da saúde, Mazé Araújo reconhece, se eleita, que terá pela frente um significativo desafio, “porque os direitos humanos à saúde é uma área que de modo geral as pessoas desconhecem e muito mais as mulheres”.
Abaixo, uma curta entrevista com a candidata que destaca a importância da atuação da Rede Feminista de Saúde para que os direitos sexuais e reprodutivos tenham sido incluídos na Plataforma DhESCA.
1)Por que você lançou a sua candidatura à Plataforma DhESCA Brasil, considerando que só agora os direitos sexuais e direitos reprodutivos entram na agenda das relatorias nacionais?
Mazé Araújo - Acredito que é um grande avanço que os Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos tenham entrado com ênfase na Plataforma DhESCA Brasil, na Relatoria Nacional do Direito Humano à Saúde. É um ganho e isso se deve ao papel que a Rede Feminista vem desempenhando neste espaço. Lancei a minha candidatura porque, primeiro fui estimulada por algumas companheiras e segundo porque gosto muito do tema dos Direitos Humanos, com o qual venho trabalhando há algum tempo. Direitos Humanos na área da saúde é uma questão ainda nova e nos direitos sexuais e reprodutivos muito mais ainda. Acredito que é um espaço importante para o reconhecimento de muitas violações dos direitos das mulheres com sua saúde sexual e reprodutiva, dar visibilidade a esse tema é importante no nosso país.
2) Quais os principais desafios que você acredita que encontrará? E como superá-los em tão curto espaço de gestão?
Mazé Araújo - Temos muitos desafios nessa área do direito humano na saúde, as pessoas de modo geral não conhecem seus direitos e as mulheres muito mais ainda. Penso que uma das áreas que poderia ser uma das prioridades seriam as questões da violação dos direitos das mulheres por mortes maternas relacionadas, inclusive, aos abortamentos inseguros. Em Salvador, Bahia, a primeira causa de morte materna está relacionada com aborto e são na grande maioria as mulheres negras que estão morrendo por esta causa. Os casos de violência contra a mulher também poderiam ser prioridade, com a existência da lei Maria da Penha, acredito que seria um fortalecimento das medidas que estão sendo tentadas. A situação das mulheres privadas de liberdade é um tema meio esquecido e merece todo o nosso cuidado. Mas creio que é importante discutir na Rede Saúde o que é mais importante dentro das suas prioridades, ela tem uma plataforma de ações, a minha candidatura está sendo respaldada e indicada pela Rede, logo nada mais justo e democrático do que primeiro, se eu for selecionada, conversar com as companheiras e decidir com elas como vamos trabalhar.
3) Qual a linha programática que você pretende adotar e o qual será a agenda nova que proporá?
Mazé Araújo - Esta pergunta já respondi de alguma forma na pergunta anterior, mas penso que a saúde mental é um tema transversal a tudo que trabalhamos, e ver a situação de saúde mental no contexto dos direitos sexuais e reprodutivos é um grande desafio, incluindo as mulheres em privação de liberdade e os casos de suicídios por gravidez indesejada em adolescentes. Tem uma longa lista de prioridades, mas se a minha candidatura for aceita, vamos decidir juntas o que fazer.
Saiba mais... Os relatores têm o papel de diagnosticar, relatar e recomendar soluções para casos, contradições, conflitos e demandas de violações de direitos trazidas pela sociedade civil. Também é função do relator levar estes conteúdos para o debate amplo da sociedade, através da articulação com redes temáticas, organizações da sociedade civil e órgãos públicos. Além disso, os relatores devem estabelecer relações de cooperação entre os relatores especiais das Nações Unidas, especialmente aqueles diretamente relacionados ao direito que está sendo violado. Outras funções relativas ao cargo são:
• Intervir nos espaços públicos de discussão e deliberação das temáticas específicas, representando a respectiva Relatoria;
• Receber denúncias de violação aos direitos respectivos, através de comunicações individuais e coletivas;
• Realizar missões investigativas a municípios e/ou estados brasileiros com vistas a conhecer a realidade relacionada ao direito a que se refere o seu mandato, assim como levantar soluções junto aos diversos organismos da sociedade contatados;
• Estabelecer contatos com vítimas de violações aos direitos humanos econômicos, sociais e culturais e ambientais;
• Elaborar relatório analítico e propositivo em relação ao direito ao qual o seu mandato se refere, a ser apresentado; à sociedade civil, à Comissão de Direitos Humanos e Minorias; à Comissão de Direitos Humanos e legislação Participativa; à Conferência nacional de Direitos Humanos, ao Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Humana e aos conselhos Setoriais e outros organismos nacionais e internacionais relevantes
Universidade itinerante da RSMLAC leva Clair Castilhos ao Paraguai
De 22 a 26 de agosto estará acontecendo em Assunción, Paraguai, mais uma etapa da Universidade Itinerante mantida pela Rede de Saúde das Mulheres Latinoamericanas e do Caribe – RSMLAC. A RFS estará acompanhando este processo, uma vez que integra o Comitê Acadêmico dessa universidade, através da participação de Clair Castilhos, da Regional SC. Ela segue para o Paraguai com o propósito de provocar junto aos participantes uma análise da conjuntura política econômica da América Latina e discussão sobre políticas públicas na perspectiva de gênero, bem como a percepção da influência nefasta do neoliberalismo no processo da reforma sanitária, cujo caráter reducionista está impactando a saúde das mulheres, não só no Brasil como em toda a América Latina e Caribe. “E preciso que as feministas se apropriem de conhecimentos e informações sobre os ajustes neo-liberais e suas respectivas influências e consequências no campo das políticas sociais para poderem se contrapor”,conclama.
RFS participa de encontro no Peru. Na pauta, a prevenção do aborto inseguro
e a liberação de medicamentos abortivos
Foto: midiaidependente.org
A Rede Feminista de Saúde, através de representação da médica Mazé Araújo, esteve participando do Seminário Latinoamericano “Prevenção e Atenção ao Aborto Inseguro”, realizado no Peru nos dias 29 e 30 de junho último, com ampla participação de grupos de prestadores e prestadoras de serviços de saúde, funcionários dos ministérios da saúde dos países latinos e caribenhos, advogados e ativistas de defesa dos direitos sexuais e direitos reprodutivos. O Seminário foi organizado pelo Consórcio Latinoamericano de Luta Contra o Aborto Inseguro – CLACAI com indicativo de que seja garantido o acesso das mulheres a todas as tecnologias modernas e medicamentos essenciais recomendados pela Organização Mundial de Saúde em todo os serviços de saúde sexual e reprodutiva, incluindo a interrupção legal da gravidez.
O CLACAI é um consórcio composto de ativistas, pesquisadores, provedores de saúde e outros profissionais que trabalha para reduzir o aborto inseguro na América Latina. O objetivo deste consórcio é aumentar o acesso à informação e segurança, modernas tecnologias que têm o potencial de melhorar a qualidade dos cuidados, respeitando plenamente o aborto de mulheres sexuais e direitos reprodutivos.
Para Mazé Araújo o “evento foi de excelente qualidade técnica e política, e lá estavam presentes pessoas comprometidas com os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres da América Latina e Caribe, entre elas Marge Berer, coordenadora de ICMA que trabalha em parceria com o CLACAI”.
O Seminário incluiu uma análise de conjuntura sobre o aborto inseguro na América Latina, significando uma rica troca de experiências, que permitiu, mais uma vez, a constatação de um diagnóstico alarmante, mesmo com a constatação de avanços importantes ocorridos na Colômbia e no México. Para os participantes a pressão exercida pelos fundamentalistas liderados pela hierarquia da igreja católica tem causado efeitos nefastos principalmente em países como Nicarágua e República Dominicana.
No documento conclusivo do Seminário - Declaração de CLACAI - é apontado que o aborto inseguro é uma realidade que afeta a vida e saúde das mulheres da região: 11% da mortalidade materna está associada com a prática do aborto inseguro. Uma outra conclusão coletiva é que um número muito alto de mulheres, especialmente as mais jovens, pobres e marginalizadas são afetadas em sua saúde devido as complicações de aborto praticadas na clandestinidade.
Um outro aspecto que ficou evidenciado no encontro, segundo Mazé Araújo, foram as experiências relatadas “ de que o uso de remédios abortivos, tais como o Misoprostol, é um mecanismo super utilizado pelas mulheres em toda a América Latina e Ca ribe, e de todas as classes sociais, e que tem, demonstrado por alguns estudos, reduzido as complicações do aborto inseguro e a morte materna, sobre tudo em paises com legislação restritiva”.
De acordo com a médica e integrante do Conselho Diretor da RFS, as organizações feministas “não têm tratado deste tema – aquisição de medicação abortiva - como ele merece, uma vez que é um importante mecanismo das mulheres sobretudo das mais pobres, mas não só, para induzir um aborto”.
Rede vai realizar pesquisa em 12 estados sobre a influência do cigarro na vida das mulheres
Foto: revistacrescer.globo.com
O tabagismo e sua relação com as mulheres é uma das atuais preocupações da Rede Feminista de Saúde que inicia em agosto uma pesquisa com suas filiadas que se estenderá por 12 estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Paraná, Pará, Pernambuco e Paraíba) envolvendo fumantes, ex-fumantes e não fumantes. A Organização pretende, com esta pesquisa, identificar entre suas filiadas as motivações, crenças e comportamentos frente a esse hábito social, e, a partir dos mesmos, obter insumos para a construção de estratégias na perspectiva de uma vida com hábitos mais saudáveis.
Após a aplicação desta pesquisa serão desenvolvidas ações educativa em saúde, divulgando informações acerca dos danos provocados pelo tabaco à saúde das mulheres e das pessoas de seu convívio, e a sensibilização para a redução ou cessação desse hábito, bem como a discussão,contextualizada,a nível nacional, da estratégia de ambientes livres do tabaco. Os dados levantados servirão de argumentos para subsidiar estratégias políticas de saúde para a redução do hábito de fumar entre as mulheres. Além disso, esta ação auxiliará na desmistificação do problema e na redução das barreiras para sua inclusão na agenda do movimento de mulheres.
De acordo com dados da Rede de Saúde das Mulheres Latinoamericanas e do Caribe – RSMLAC e da Aliança de Controle do Tabagismo do Brasil – ACTbr “é possível afirmar que, ao iniciar-se precocemente no fumo, as jovens tem sua fertilidade comprometida e estão expostas aos cânceres de mama e de colo de útero". O tabagismo está relacionado a 50 tipos de doença como câncer de pulmão, de boca e faringe, além de problemas cardíacos. No Brasil, 23 pessoas morrem por hora em virtude de doenças ligadas ao uso do tabaco. Este projeto é apoiado pela Aliança de Controle do Tabagismo e tem como entidade parceira o Coletivo Feminino Plural, organização não governamental de Porto Alegre/RS que sedia a Secretaria Executiva da Rede.
Lei Maria da Penha: três anos de existência e sérias ameaças
Em vigor há três anos, a Lei Maria da Penha - Lei 11.340 de 7 de agosto de 2006 - sofre sérias ameaças de modificações. Tramita no Senado Federal o Projeto de Lei do Senado (PLS 156/2009) de um novo Código de Processo Penal cuja aprovação
significará um retrocesso na luta pelos direitos humanos das mulheres. O risco é de os crimes que hoje são considerados de grande potencial ofensivo voltem a ser sancionados, como antes da lei, com doação de cestas básicas, prestação de serviços, e não com prisão dos infratores.
Mobilizações a favor da manutenção da Lei Maria da Penha estão acontecendo em todo o país e em recente encontro de promotores de estados do Nordeste, Norte, Sudeste e Centro-Oeste, realizado no Ceará, foi construída a Carta de Fortaleza, que deverá ser enviada a autoridades políticas e sociais. Na Carta, os operadores jurídicos sugerem alterações em artigos considerados “malévolos e impeditivos da aplicação da Lei Maria da Penha”. Um dos artigos diz respeito à volta dos Juizados Especiais Criminais, que trabalham pela “conciliação, julgamento e execução de infrações penais de menor potencial ofensivo” sem ouvir vítimas, mas apenas conciliadores.
De acordo com a promotora Fernanda Marinho, titular da Promotoria de Combate à Violência Doméstica contra a Mulher na Comarca de Fortaleza,CE, a possibilidade de mudança é “gravíssima”. Isso porque os 32 artigos da norma, se o projeto for aprovado, serão copiados dentro do Código de Processo Penal, e a LMP, extinta. Além disso, a proposta colocada pelo PLS 156/2009 tratará de forma mais branda crimes como ameaça, assédio sexual, dano, desobediência a decisão judicial, violação de domicílio, maus-tratos, constrangimento ilegal, entre outros.
Pela proposta, a autoridade policial não precisa abrir inquérito para apurar os crimes, mas só instaurar Termo Circunstanciado, que não impõe prisão em flagrante nem exige fiança. Ainda pelo Projeto de Lei, o juiz pode julgar extinta a punibilidade, caso considere o fato “de menor repercussão social”. Para Maria da Penha Maia Fernandes, que dá nome à lei, isso representa uma tolerância no trato da violência contra a mulher. “O Projeto de Lei é uma ameaça aos avanços conquistados pelas mulheres.
(Fonte: Diário do Nordeste, 25/07/2009 com base no texto de Marta Bruno)
Concordata Brasil e Vaticano ameaça os direitos humanos das mulheres
Apontado como um dos países com a “maior população católica do mundo” e, também, onde proliferam a cada dia inúmeras novas seitas, o Brasil vivencia atualmente na Câmara Federal uma séria ameaça aos princípios do Estado laico, um dos seus fundamentos desde a proclamação de República em 1889.
Direitos Sexuais e Reprodutivos é pauta prioritária no Conselho Nacional de Saúde
Para a representante da Rede Feminista de Saúde no Conselho Nacional da Saúde e coordenadora da Comissão Intersetorial de Saúde da Mulher – CISMU, Clair Castilhos, da Regional Santa Catarina, o saldo positivo do primeiro semestre nas ações do CNS foi a inclusão da temática saúde da mulher e seus direitos sexuais e direitos reprodutivos na pauta permanente das reuniões do referido conselho.
Uma nova estratégia política pedagógica motiva a formação de filiadas
A Rede Feminista de Saúde está com nova estratégia política pedagógica, que é o Marco Referencial para as Capacitações em Controle Social da Saúde das Mulheres. O documento foi aprovado pelo Conselho Diretor em junho último e está integrado a ações do projeto “Nas Trilhas da Saúde das Mulheres” desenvolvido com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas – UNFPA. O plano visa elevar a capacidade de intervenção das filiadas da Organização e do movimento de mulheres no controle social da saúde integral dos direitos sexuais e direitos reprodutivos.
Realizada nos dias 6 e 7 de agosto a “Oficina para construção do Plano Integrado de Enfrentamento da Feminização da Epidemia da AIDS e outras DST” , em Recife, Pernambuco. Participaram do processo a Rede Feminista de Saúde ( Regional/PE), a Articulação AIDS, a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (Regional PE) e o Fórum de Mulheres de Pernambuco. O aumento do número de casos de HIV na população feminina tem preocupado autoridades, instituições especializadas e o movimento social organizado.
Gênero, Sexualidade e Diversidade em debate
O Seminário Educação, Sexualidade, Gênero e Diversidade está acontecendo de hoje , 11, a 13 de agosto no Rio de Janeiro. O objetivo do Seminário foi criar um espaço de troca e articulação entre pesquisadores, estudantes, profissionais de educação e saúde, ativistas e representantes da sociedade civil que desenvolvem pesquisas e ações no campo da Sexualidade, do Gênero e da Educação.
Ovulário discute a saúde das mulheres com os movimentos sociais de Brasília
A Coturno de Vênus - Associação Lésbica Feminista de Brasília que sedia a Regional DF da RFS realizou no dia 18 de julho mais uma edição do “Ovulário” que tratou da temática “A saúde e os direitos sexuais e direitos reprodutivos são direitos humanos e de cidadania que o Estado os garanta, proteja e promova! - uma Conversa com os Movimentos Sociais do DF”.
Mortes maternas no RJ em debate provocado pela RFS
Com o apoio da RSMLAC, o Centro de Documentação e Informação Coisa de Mulher – CEDOICOM, sede da Regional RJ, promoveu no dia 14 de julho o seminário Saúde da Mulher que o Estado Garanta,Proteja e Promova. O seminário visou chamar atenção dos gestores públicos e movimentos sociais para os óbitos de mulheres por problemas relacionados ao ciclo gravídico-puerperal e que poderiam ser evitados. A Regional RJ está buscando parcerias para uma ação forte de denúncias e responsabilização sobre esses casos considerados,em sua maioria, como evitáveis.
Vigília pelo fim da violência contra as mulheres, em Salvador
Numa promoção do Fórum de Mulheres de Salvador foi realizada no dia 28 de julho a 28ª edição da Vigília pelo Fim da Violência contra as Mulheres nas estações da Lapa e Mussurunga, que contou com a participação das filiadas da Regional da Rede Feminista de Saúde. As vigílias consistem numa estratégia de mobilização de movimentos e entidades sensíveis à luta pelo fim da violência contra as mulheres para dar visibilidade pública à banalidade com a qual esses crimes são tratados.
Publicação digital é apresentada na Ufrgs
A Rede Feminista de Saúde,Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos apresentou na Sala do Pantheon, Campus do Vale da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, os produtos – CD Rom e publicação impressa Ferramenta para a Ação Política das Mulheres – que compõem o projeto Trilhas da Saúde das Mulheres, uma estratégia para a capacitação de integrantes dos movimentos de mulheres e feministas em ferramentas de advocacy e controle social da saúde, direitos sexuais e direitos reprodutivos. A promoção foi do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Sobre a Mulher e Gênero da Ufrgs.
Curitiba conhece o projeto Trilhas da Saúde das Mulheres
Mortalidade materna foi o tema de seminário realizado em Curitiba, Paraná, no dia 28 de junho. O evento reuniu especialistas no assunto e teve entre os convidados a secretária executiva da Rede Feminista de Saúde, Telia Negrão. Nessa ocasião, ela apresentou o material que compõe o projeto Trilhas da Saúde das Mulheres. O objetivo do Seminário foi discutir as principais causas da mortalidade materna e ações para a redução dos índices. A organização coube à UBM – União Brasileira de Mulheres, com o apoio da Regional da RFS.
Oficina estimula conhecimentos e argumentos para a defesa do aborto seguro
O Fórum Municipal de Mulher, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher - COMDIM e a Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Reprodutivos - Regional RS - realizaram a oficina de formação sobre a construção de argumentos para defesa dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. O evento deu seguimento às atividades do Dia Internacional pela Saúde Integral das Mulheres e teve o propósito de estimular reflexões e ações sobre a promoção e defesa dos direitos sexuais e direitos reprodutivos, com ênfase na descriminalização do aborto e o direito ao aborto seguro pelo Sistema Único de Saúde – SUS. Para as entidades organizadoras o direito ao aborto é parte dos direitos humanos, penalizá-lo constitui uma discriminação e um ato de violência contra as mulheres.
Dica de leitura: Parteiras - Escolas de Mulheres
A panamenha naturalizada brasileira e residente em Belo Horizonte, Anayansi Correia Brenes está divulgando livro de sua autoria “Parteiras: Escola de Mulheres”. Com 174 páginas e dividido em quatro capítulos, o livro trata de pesquisa histórica, realizada em Paris, França, tendo como campo de estudo a história da Primeira Escola de Parteiras Francesas. O corpo das mulheres, sobretudo no parto, é o foco da atenção, observação e estudo. A autora é graduada em Ciências Sociais, mestra em Ciência Política e Doutora em História. Para obter o livro contatar: 31 3227.30.77 ou 31 3273.19.55.
Rede em reunião nacional do Observatório da Lei Maria da Penha
No final de junho a Rede Feminista participou ativamente da Reunião do Consórcio do Observatório para a Implementação da lei de violência contra as mulheres, em Salvador, Bahia. Neste encontro realizou-se um balanço geral, com a presença de todas as integrantes e com a participação da SPM. A Rede assumiu o compromisso de colaborar com a elaboração de novos indicadores, destinados à interface de saúde das mulheres no funcionamento da Lei Maria da Penha.
Saúde abre consulta pública sobre plano de enfrentamento da aids entre mulheres
O Departamento de DST e Aids abriu consulta pública no Portal da Aids sobre o Plano Integrado de Enfrentamento da Feminização da Epidemia de Aids e outras DST. As contribuições podem ser feitas até o dia 21 de agosto, no site www.aids.gov.br/feminizacao. A expectativa do Ministério da Saúde é que o plano ajude a diminuir o crescimento da epidemia nas populações femininas. Entre as mulheres, a epidemia acomete, sobretudo, aquelas em situação de maior vulnerabilidade e de camadas empobrecidas. Para enfrentar a feminização da doença, o plano coloca em destaque as relações desiguais entre os gêneros.