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2009

23/09/2009,24/09/2009 e 25/09/2009
FÓRUM DE GÊNERO
Numa promoção do NIEM/Ufrgs será realizado o II Seminário Nacional de Ciência Política: América Latina em Debate no Campus do Vale. Este ano o Seminário promoverá o primeiro Fórum de Gênero,Direitos Humanos e Cidadania com as presenças das professoras e doutoras Teresa Sacchet (USP) e Maria Salet Novellino, da I Escola Nacional de Ciências Estatísticas/IBGE. Mais informações :  acesse o site

 24/09/2009 e 25/09/2009
 PESQUISAS
 A Coordenação da Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisas Sobre a Mulher e Relações de Gênero – Redor realizará o XV Encontro da Redor e o IV Encontro de Pesquisadoras Sobre Gênero do Maranhão. Podem participar professoras/es, pesquisadoras/es, estudantes, especialistas, profissionais, integrantes dos diversos Núcleos, Centros e Programas de Pesquisas e Estudos Feministas. Mais informações: redor@ufma.br e mmulher13@hotmail.com

 29/09/2009 a 02/10/2009
 ANTROPOLOGIA
 Marcada para Buenos Aires, Argentina, a VIII Reunión de Antropologia Del Mercosur (Ram) que vai discutir Diversidad y poder em América Latina. Mais informações: http://www.ram2009.unsam.edu.ar/

 30/9/2009 a 01/10/2009
 CONTROLE SOCIAL
 Controle social & AIDS: Desafios e perspectivas está marcado para acontecer na Universidade Estácio de Sá e destina-se preferencialmente a pessoas residentes nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Mais informações pelo e-mail e tel. (24) 2245.0322.

 04/10/2009 a 09/10/2009
CONGRESSO
 O XIX FIGO World Congress of Gynecology & Obstetrics vai ser realizado na África do Sul - Cape Town International Convention Centre -Cape Town .Informações: acesse o site.

 12/10/2009 e 14/10/2009
 SALUD SEXUAL
 Marcado para Lima,Peru, o Seminário "Salud Sexual y Reproductiva en América Latina- Avance e insuficiencias a la luz de El Cairo +15 y los Objetivos de Desarrollo del Milenio" . Paralelo a este evento será realizado o Workshop de Capacitação “Salud Sexual y Reproductiva, migración, violência de gênero y adolescente y jóvenes: Integración de abordajes y evidencias científicas”. Mais informações: www.alapop.org.

 16/10/2009
CÂNCER DE MAMA
 Em Gramado, Rio Grande do Sul, acontece o I Fórum Saúde Mulher que integra a programação do XV Congresso Brasileiro de Mastologia. Até o dia 16 de outubro, o I Fórum Saúde Mulher reunirá profissionais da saúde, grupos de voluntários e representantes do poder público na sede da AMRIGS para discutir temas básicos para elaboração da Carta de Gramado. A Carta servirá para a conscientização das pacientes com câncer de mama sobre seus direitos, assim como regulador das obrigações dos poderes públicos.

 31/10/2009 a 04/11/2009
SAÚDE COLETIVA
 O Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva será realizado em Recife, Pernambuco. Mais informações: acesse o site

 01/11/2009 a 07/11/2009
DIREITOS HUMANOS
 O IV Curso sobre DESC para a América Latina – Direitos Humanos e Desenvolvimento será realizado na Colômbia. Mais informações pelo e-mail A organização do curso é do Centro por el Derecho a la Vivienda y Contra los Desalojo – Programa Américas e do Instituto Latinoamericano de Servicios Legales Alternativos.

 05/11/2009 a 07/11/2009
DIREITOS REPRODUTIVOS
 O I Congresso Latino-americano Jurídico sobre Direitos Reprodutivos vai acontecer em Arequipa no Peru. Maiores informações sobre o congresso acesse o site

 13/11/2009 a 15/11/2009
MULHERES NEGRAS
 A Rede de Mulheres Negras, do Paraná, promoverá, em Curitiba, a quarta edição do Seminário Mulheres Negras e Saúde que conta, entre os seus apoiadores, com a participação da Rede Feminista de Saúde. Mais informações pelo e-mail
 
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Ano 2 | nº 23 | Porto Alegre | Rio Grande do Sul | Brasil
  Destaque desta Edição

28 de Setembro
Data marca a luta pela descriminalização e defesa do aborto seguro na América Latina e Caribe  

Créditos:Graciela Scandurra
"Chega de violações dos nossos direitos” é a chamada da Campanha 28 de Setembro  - Dia pela Despenalização do Aborto na América Latina e Caribe. A campanha é impulsionada  pela coordenação regional sediada na Nicarágua e apoiada pela Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe – RSMLAC e pela Rede Feminista de Saúde.  A Coordenação está  divulgando o Manifesto de 2009. O documento  traz um conjunto de avanços, ameaças e retrocessos quanto ao direito à interrupção voluntária da gravidez na região, mostrando que os Estados na maioria dos casos não vêm assumindo o compromisso de garantir a possibilidade das mulheres exercerem sua sexualidade e reprodução com autonomia. E denuncia que setores conservadores continuam agindo livremente, com a conivência de muitos governos, para impedir o acesso de adolescentes, jovens e mulheres adultas à educação sexual, a todos os métodos contraceptivos e ao aborto seguro. No Brasil esta campanha é coordenada pela Rede Feminista de Saúde, sendo sediada  no Instituto Mulheres pela Atenção Integral à Saúde – IMAIS, em Salvador, Bahia.

 

Fórum Global
Ongs presentes em Berlim reafirmaram Cairo integralmente e chamaram a atenção para o papel da sociedade civil na implementação do programa

A Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos participou da Conferência Parceiros Globais em Ação: um Fórum de Organizações Não Governamentais sobre Direitos Sexuais e Reprodutivos e Desenvolvimento esobre Cairo +15, realizada de 2 a 4 de setembro último, no Centro de Convenções do Estrel Hotel, em Berlim. O evento foi promovido por um conjunto de organizações não-governamentais com apoio do Fundo de População das Nações Unidas – UNFPA e do Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha – BMZ, dando continuidade à agenda iniciada em março com a prestação de contas pelos governos.

Como ocorre desde 1994, o encontro foi marcado pela tensão entre as agendas da sociedade civil, em especial do movimento feminista, e as prioridades dos governos e setores conservadores, na medida em que, na avaliação das mulheres, tem havido mais discurso do que ação para a implementação do Programa.

" Cairo mexe profundamente com o que há de mais precioso para as mulheres, que é a perspectiva de tomada de decisões autônomas sobre seus corpos e suas vidas, em 1994 contestando o controle de natalidade, que ainda persiste em alguns países e continentes, hoje na exigência de estados laicos e democráticos que garantam o exercício livre e consciente dos direitos sexuais e reprodutivos”, avaliou a secretária executiva da RFS, Telia Negrão.

MODERAÇÃO DA RFS - Moderadora de um dos grupos de trabalho sobre a temática considerada a principal dos oitos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), a morbimortalidade materna e infantil, além de gravidez na adolescência, casamentos forçados e violência sexual, a secretária executiva participou do debate conceitual sobre as abordagens técnicas e políticas para o enfrentamento destas questões. As desigualdades de gênero ainda são pouco reconhecidas, observa Telia, isso leva a duas graves distorções, de um lado a políticas assistencialistas e de outro a propostas voltadas exclusivamente para a melhoria técnica da atenção à saude. No entanto, estamos frente a fenômenos reveladores do grau de cidadania e direitos humanos das mulheres, devendo haver propostas capazes de enfrentar não só suas conseqüências, mas suas causas.

Entre as conclusões do Fórum - Plano de Ação de Berlim – um documento negociado palavra a palavra pela comissão de trabalho, encontra-se a recomendação de elaborar atividades públicas para chamar atenção da sociedade em relação aos direitos sexuais e direitos reprodutivos e, em especial, a saúde das mulheres. Um outro ponto destacado é que as ongs de cada país presentes ao evento devem ressaltar a seus governos que o aborto inseguro é a maior causa de morte entre jovens de 15 a 19 anos de idade nos países em desenvolvimento, havendo necessidade de considerar este fato como um indicador social.


Para a representante da Rede, as deliberações do Fórum compõe um chamado de ações que visa pressionar, mundialmente, os governantes, doadores e agências de cooperação em relação ao Programa de Cairo. Por sua vez, Purnima Mane, diretora executiva adjunta do UNFPA, enfatizou o apelo do fórum pela renovação dos compromissos financeiros e de recursos humanos para cumprir as metas da CIPD relativos aos direitos sexuais e direitos reprodutivos.

EMPODERAMENTO DAS MULHERES - Telia Negrão salienta “que o ponto de partida para que isto realmente se efetive está na percepção de que não é possível atingir as metas do Milênio se o Programa do Cairo não for implementado, pois um dos pressupostos para a redução das mortes maternas, por exemplo, é a elevação do grau de cidadania das mulheres, ou seja, o seu empoderamento”. Para tanto, segundo ela, não bastam declarações, mas medidas efetivas para enfrentar as discriminações e violências baseadas em gênero, raça e etnia, o estímulo e apoio para as mulheres ocuparem espaços de decisão e políticas públicas, baseadas em leis democráticas, que assegurem a melhoria da qualidade de vida às mulheres.

A agenda a ser cumprida pelas Nações Unidas e governos passa pelo capítulo 15 do Programa de Ação do Cairo que trata da participação da sociedade civil. O referido capítulo estabelece no ponto 10 que os governos, as agências e as instituições financeiras internacionais devem prover as organizações da sociedade civil de meios necessários para que possam monitorar a implementação desse programa. “Este tem sido um desafio quase impossível para o movimento de mulheres da América Latina e do Caribe, em especial do Brasil na atualidade, pois os recursos migraram para outros continentes, como África e Ásia, esvaziando projetos de formação, capacitação e observação dos governos em importantes áreas. É de nos perguntarmos, como nos lembra Teresita de Barbieri, se atingidas as metas demográficas nossa região deixa de interessar a quem financia Cairo, significando um esvaziamento de conteúdo de uma agenda estratégica para as mulheres”, comenta a coordenadora da Rede. A partir destas análises, as Ongs presentes decidiram reafirmar Cairo integralmente e chamar atenção para o papel da sociedade civil na implementação do programa e não centrar em temas específicos.

Telia Negrão é uma das lideranças que está à frente da demanda do fortalecimento da sociedade civil para que possa monitorar a implementação do Programa do Cairo. Ela acredita que isto “significará investimentos nos movimentos sociais, em especial no movimento de mulheres, para que se possa desenvolver campanhas de advocacy, e isto implicará em capacitação de centenas, milhares de mulheres para o trabalho de fiscalização dos programas de saúde sexual e reprodutiva”.

Além da representação da RFS participaram do Fórum Global: Alessandra Nilo, que coordena LACCASO (Conselho Latino-Americano e do Caribe de Organizações Não Governamentais com Serviço em VIH/AIDS), Vanessa Fonseca (Promundo), Natália Mori (Cfemea) e Samantha Buglione (Cladem e Antígona).

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ASSÉDIO SEXUAL
Caso de assédio médico leva Governo brasileiro à Comissão Interamericana de Direitos Humanos na OEA

A Themis - Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero, filiada à Rede Feminista de Saúde, encaminhou, no final do mês de agosto, para apreciação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA informações complementares à petição interposta com o objetivo de denunciar o tratamento do Judiciário brasileiro e do Ministério Público nos casos de violência sexual contra mulheres e meninas.

O caso, acolhido pela Comissão Interamericana, refere-se a SNS (nome fictício) hoje com 27 anos, negra, casada, universitária do oitavo semestre da Faculdade de Serviço Social e mãe de um garoto de sete anos. Há 12 anos atrás, ela foi assediada por um médico ortopedista em consulta numa clínica localizada da zona norte de Porto Alegre. Quando saiu, aos prantos, do consultório desaparecia a adolescente feliz para dar lugar a uma jovem assustada que passou a conviver com o medo marcado pelas palavras; “sou um médico conhecido e ninguém vai acreditar em ti, porque tu és uma qualquer”.

Acusado de atentado ao pudor, mediante fraude, o médico PSD, hoje clinicando em Caxias do Sul, foi condenado em primeira instância e absolvido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Em face do tratamento dado pela Justiça gaúcha à vítima, a advogada Rúbia Abs da Cruz (foto), coordenadora da Themis que desde àquela época vem acompanhando SNS, levou, em 2002, o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA. Neste processo é o Governo Brasileiro que passa a responder por ter violado, através dos seus agentes públicos do Poder Judiciário, os preceitos contidos nos artigos da Convenção Americana sobre os Direitos Humanos.

Para a advogada, que é do conselho fiscal da Rede, o caso SNS, é emblemático e revelador da desqualificação das vítimas, que revelam crimes sexuais, pela Justiça. “Quando, acompanhada da mãe, a adolescente foi à delegacia policial apresentar a denúncia, a primeira fala que ouviu foi de que este assunto não iria adiante”. Depois, durante as audiências, foi dito que a vítima exagerou e que estava fantasiando a situação vivenciada. A advogada reconhece que é difícil reagir quando se está passando por uma situação de assédio."Mas somos capazes, sim, de identificar, de perceber quando o toque do médico deixou de ser profissional”, pondera Rubia.

O novo informe da Themis, que seguiu para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, é referente a duas investigações que tem como réu/suspeito o mesmo médico que assediou SNS. O processo corre na 3ª Vara Criminal da Comarca de Caxias do Sul. Os casos são similares com o  ocorrido há 12 anos. SNS foi intimada como testemunha, assim como a advogada Rubia Abs Cruz, porque o réu teria dito que jamais havia sido processado.

O tempo e as sessões de terapia fortaleceram SNS. Hoje as lembranças estão mais difusas e tênues, mas não esquecidas. “Hoje sei lidar com a situação. Falo do meu caso para outras mulheres. Lamento não ter sido vitoriosa em meu processo, porque se isto tivesse acontecido, talvez ele não continuasse  a fazer o que parece ter feito em Caxias do Sul. Fico a imaginar quantas mulheres passaram por situação igual a minha e silenciaram”.

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Rede veicula pesquisa online sobre  influência  do cigarro na saúde das mulheres

Está na web e basta  votar na enquete produzida pela  Rede Feminista de Saúde para dar visibilidade a sua mais recente agenda que é o combate ao tabagismo. A campanha tem como objetivo alertar a população, principalmente as adolescentes e adultas jovens sobre os males causados pelo fumo à saúde. A peça publicitária faz parte da pesquisa que a RFS vem  desenvolvendo desde o primeiro semestre  deste ano denominada “As mulheres e o tabagismo - uma nova questão na agenda feminista”.

O principal  objetivo é identificar as motivações, crenças e comportamento frente ao hábito social de fumar como também envolver as filiadas da Rede e o movimento brasileiro de mulheres. Esta enquete on line vem ao encontro do recente estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo – Unifesp que aponta que 6.7% das garotas entre 14 e 15 anos usam tabaco, enquanto os meninos são 8,6%.

O crescimento do fumo entre as mulheres preocupa. Pesquisas científicas demonstram que os danos do tabagismo no organismo feminino são mais severos, comprometendo muitos aspectos da saúde das mulheres de todas as idades. A pesquisa, que está sendo aplicada em 12 estados, e a enquete são resultados da parceria entre a Rede Feminista de Saúde e Aliança de Controle do Tabagismo – ACTbr e o Coletivo Feminino Plural.

 

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Anencefalia: campanha no YOUTUBE aumenta mobilização contra a tortura
O Laboratório Imagens e Palavras, do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília, com apoio da organização não-governamental Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, lançou vídeo no You Tube com campanha pelo direito à antecipação terapêutica de parto em casos de anencefalia do feto. Com enfoque no sofrimento da mulher, o vídeo mostra  da angústia do diagnóstico ao sofrimento pelo enterro do feto. Para acessar o vídeo no You Tube,clique aqui. Para assinar a petição de apoio ao direito à antecipação terapêutica do parto em casos de anencefalia, clique aqui.
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Projeto Trilhas da Saúde da Mulher é apresentado em São Paulo


Os produtos – CD Rom e publicação impressa – que compõem o projeto Trilhas da Saúde das Mulheres, uma estratégia para a capacitação de mulheres em ferramentas de advocacy e controle social da saúde e direitos reprodutivos, foram apresentados no dia 24/08, em São Paulo/SP durante o 4º Seminário Panorama Atual da Saúde das Mulheres em sua Diversidade: indígenas, negras e lésbicas. O lançamento do projeto Trilhas da Saúde foi realizado por Rosa de Lourdes Azevedo dos Santos, coordenadora da regional paulista da Rede e pela secretária-adjunta, Maria Luísa Pereira de Oliveira, fazendo um resgate da origem do projeto que teve início no Seminário Implementando os Marcos da Saúde Integral das Mulheres realizado em 2008. Uma pesquisa realizada neste seminário mapeou os conhecimentos das participantes sobre os marcos legais da saúde e direitos sexuais e direitos reprodutivos das mulheres. Rosa e Maria Luisa enfatizaram a necessidade de que as políticas públicas de saúde das mulheres considerem a diversidade e destacaram dados que demonstram as desigualdades na assistência e prevenção à saúde das diferentes mulheres. Antes do seminário, a professora e doutora Regina Barbosa, coordenadora do NEPO, da Unicamp (foto) encaminhou o lançamento do projeto Trilhas da Saúde das Mulheres.

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Sudanesa é condenada a um mês de prisão por usar calças
A jornalista sudanesa Lubna Ahmed Hussein foi condenada a um mês de prisão após se recusar a pagar uma multa por "se vestir de forma indecente" porque estava usando calças. Ela recusou-se a pagar a multa de US$ 200 "para não dar nenhuma legitimidade ao veredicto", informou o advogado Nabil Adib.Hussein, que podia ser condenada a 40 chicotadas, havia dito antes do julgamento que desejava que seu caso se tornasse um marco para a luta pelos direitos das mulheres. Ela pediu demissão de seu cargo na ONU, que lhe daria imunidade.
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Seminário discute os direitos humanos das mulheres
A secretária executiva da Rede Feminista de Saúde, Telia Negrão, participou do Seminário Harmonizando os Direitos Humanos das Mulheres: desafios e paradigmas contemporâneos promovido pela Comissão da Mulher da OAB e a ONG Themis. Em sua palestra, a representante da Rede que o direito das mulheres à saúde integral e a uma vida sem violência “passa necessariamente pelo cumprimento de marcos legais nacionais e internacionais de saúde e direitos humanos e pela compreensão da saúde das mulheres como um estado de completo bem estar físico, psíquico e social”, acentuando que não se pode impor às mulheres uma situação reprodutiva para a qual ela não se sinta preparada, não planejou ou lhe foi imposta. A advogada Mariana Assis Brasil apresentou um caso sobre acesso a antecipação do parto por malformação fetal grave, iniciado a pedido da Rede.
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Caso Abdelmassih: Regional São Paulo encaminha manifesto e carta
A Rede Feminista de Saúde – Regional São Paulo, encaminhou carta e manifesto, com significativo número de assinatura de adesão de todo o país, ao Ministério Público Estadual e para mais cinco organismos públicos, entre eles o Conselho Federal de Medicina na qual exige total investigação sobre todas as denúncias apresentadas contra o médico Roger Abdelmassih, nos âmbitos policial, judicial e profissional com as devidas punições cabíveis. Entre outras exigências, a Rede recomenda a investigação de fraude fiscal, a rigorosa análise por parte das entidades de fiscalização do exercício da atividade médica, com vistas à cassação definitiva da autorização para o exercício profissional; e ação da Área Técnica da Saúde da Mulher, de modo a resgatar os princípios e as normas técnicas que orientam procedimentos de saúde reprodutiva, saúde integral e prevenção à violência contra as mulheres. O Manifesto foi iniciativa da médica Ana Reis.
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Rio de Janeiro: audiência avalia as ações para a redução da mortalidade materna
A médica Maria do Espírito Santo Tavares dos Santos (Santinha), coordenadora da Regional RFS Rio de Janeiro, participou da mesa que presidiu a audiência pública “Ações Concretas para Redução da Mortalidade Materna no Estado do Rio de Janeiro. A audiência foi realizada na Assembléia Legislativa por proposição da deputada Inês Pandeló, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
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Estudo mostra os fatores que afetam a cura do câncer pelas mulheres
Um estudo feito na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apontou que características sociais, entre as quais “baixa escolaridade” e “raça e cor”, são fatores importantes associados ao tempo de sobrevida das mulheres após o diagnóstico de câncer de mama. O trabalho foi publicado nos Cadernos de Saúde Pública após a defesa da dissertação de mestrado de Ione Joyce Ceola Schneider, apresentada no Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da UFSC.
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A atualidade do plano de ação do Cairo

O recente evento realizado em Berlim, Alemanha, o Fórum Global de Ongs que teve como foco principal os direitos sexuais e os direitos reprodutivos reacendeu com vigor as resoluções da Conferência das Nações Unidas sobre População e Desenvolvimento – CIPD, realizada no Cairo, em 1994, o chamado Programa do Cairo.

Leia na íntegra

Câmara Federal vai homenagear Rede Feminista de Saúde

No dia 14 de outubro, uma audiência pública Câmara Federal homenageará a Rede Feminista de Saúde que em agosto completou 18 anos de existência. O requerimento é da Deputada Federal Emília Fernandes (PT/RS).Na audiência será apresentado o projeto Nas Trilhas da Saúde das Mulheres, que aborda os marcos da saúde das mulheres, dos direitos sexuais e direitos reprodutivos, focando os 15 anos da concretização da Conferência das Nações Unidas Sobre População e Desenvolvimento, realizada no Cairo, em 1994 (Cairo+15); os 25 anos do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher – PAISM, hoje Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres - PNAISM e os 18 anos da Rede Feminista de Saúde.


Mazé Araújo assume Relatoria de Direitos Humanos

A médica pediatra e especialista em Saúde da Mulher, Maria José (Mazé) de Oliveira Araújo toma posse nesta quarta-feira, 23/9, na Relatoria Nacional em Direitos Humanos da Plataforma Brasileira de Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, culturais e Ambientais – Plataforma DhESCA Brasil. A cerimônia será às 14 horas, no plenário 09, anexo II da Câmara Federal, em Brasília/DF. Mazé Araújo é coordenadora da Regional da RFS/Bahia e recentemente passou a integrar o Comitê Municipal de Morte Materna de Salvador. Em seu plano de trabalho, a Relatora pretende atuar a partir de dois eixos: violação dos direitos reprodutivos e morte materna por abortos inseguros, além de os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres em situação de privação de liberdade.

 
 

Homenagem a Amelinha Teles

Maria Amélia de Almeida Teles (Amelinha Teles) professora, integrante da União de Mulheres de São Paulo, filiada à Rede Feminista de Saúde, será homenageada no dia 28 de setembro, às 19h30min, pela Câmara Municipal de São Paulo. Na sessão solene, ela receberá a Medalha Anchieta e o diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo. Para quem quiser prestigiar, a Câmara Municipal fica no Viaduto Jacareí, 100 – 8º andar, Bairro Bela Vista.

 

Oficina em Direitos Sexuais e Reprodutivos, Violência e Aids para mulheres do Nordeste
A Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero promove a Oficina em Direitos Sexuais e Reprodutivos para Mulheres da Região Nordeste. A oficina será realizada em Recife/PE no período de 13 a 15 de outubro próximo. Serão promovidos três módulos para públicos diferentes. A primeira turma é composta por mulheres soropositivas que participam do movimento Aids no Nordeste, e a segunda turma será composta por integrantes do movimento mulheres do nordeste e filiadas da Rede Feminista; e a última turma será composta por gestoras de políticas para as mulheres e DST/Aids. Essa atividade faz parte do Projeto de Monitoramento das Metas da UNGASS/AIDS em Saúde Sexual e Reprodutiva apoiado pela Fundação FORD. Mais informações: contato@gestospe.org.br , ou pelo fone: 81 34.21.76.70.


Em Curitiba, o IV Seminário Mulheres Negras e Saúde
A Rede Mulheres Negras do Paraná realizará em Curitiba, de 13 a 15 de novembro,o IV Seminário Mulheres Negras e Saúde. O evento tem como principal objetivo a formação e a sensibilização dos profissionais da área de saúde, bem como a mobilização de organizações do movimento negro e de mulheres no que diz respeito à saúde da população negra e em especial, da mulher negra. A meta do seminário é capacitar 250 profissionais. A Rede de Mulheres Negras tem como parceiras a Rede Feminista de Saúde, Comitê Técnico de Saúde da População Negra – DAGEP/MS, Área Técnica de Saúde da Mulher – MS, UNIFEM, UNFPA, CESE, Secretaria de Estado da Saúde do Paraná - SESA, Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, Grupo de Trabalho Clóvis Moura, PN e PE DST/AIDS e NEAB/UFPR.



Rede no rádio e tevê
A RFS participou de dois programas de debates sobre o Caso Abdelmassih: na Rádio Gaúcha e na TV COM, ambos com elevada audiência. Telia Negrão e Rubia Abs da Cruz, de Themis, debateram com o Conselho Regional de Medicina.


Conselho consultivo do UNFPA
A diretora executiva do Fundo de População das Nações Unidas - UNFPA e subsecretária da ONU, Thoraya Ahmed Obaid que acompanhou o desenvolvimento do Fórum Global de Ongs, em Berlim, anunciou o funcionamento, a partir de janeiro de 2010, de um Conselho Consultivo para o UNFPA. Para a secretária executiva da Rede, Telia Negrão, “ isto significa um importante passo para que o ponto 15 da CPID, que trata da participação da sociedade civil na implementação do Programa, venha a ser cumprido, pois cria um espaço de transparência maior e de diálogo da sociedade com esta agência que cuida dos temas de população e desenvolvimento”. Thoraya Ahmed Obaid também informou que se inicia de imediato uma consulta com as ONGs que atuam na agenda do Cairo para a realização de uma Conferência de População e Desenvolvimento antes do termino do prazo previsto para a CPID, que é 2014.


Curso para formação de jovens feministas
Uma parceria entre a Rede Feminista de Saúde, Coletivo Feminino Plural, Maria Mulher, Themis, Coletivo de Mulheres da Ufrgs, Núcleo de Estudo sobre Mulher e Gênero da Ufrgs e o Núcleo de Violência e Gênero da PUCRS resultou na elaboração do projeto do primeiro Curso de Formação de Jovens Feministas no Rio Grande do Sul, a ser implementado em outubro próximo. O curso terá 30 horas, com certificação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O projeto conta ainda com o apoio da Federação dos Comerciários do RS e concretiza uma das propostas do Plano Pedagógico da Rede, aprovado em junho último, de realizar parcerias para a capacitação de mulheres em temas da sua agenda.


Capacitação em direitos sexuais e direitos em Campo Grande
A assistente social e doutora em Saúde Pública Rosa de Lourdes Azevedo dos Santos, coordenadora da Regional RFS/ São Paulo e do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, será responsável pelas oficinas de capacitação sobre Saúde da Mulher, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos que serão realizadas nos dias 28/09; 02/10, 18/10 e 23/10 em Campo Grande/MS.


RFS defende a laicidade do estado brasileiro
A laicidade do estado brasileiro foi defendida pela Rede Feminista de Saúde em manifesto contrário à incorporação ao ordenamento jurídico brasileiro do Acordo Brasil e Vaticano e encaminhado para os deputados na Câmara Federal. No documento, a RFS recomenda que as autoridades – o acordo está tramitando no Senado - observem em profundidade os impactos desta concordata em nosso país e que atuem nesta questão com rigorosa conduta constitucional.

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Enquete sobre a concordata
A polêmica certamente chegou ao Senado, que mantém em seu site uma enquete: Você é favorável ao ensino religioso facultativo nas escolas públicas? Esta enquete está relacionada ao Acordo assinado entre Brasil e Santa-Sé, que claramente é uma violação do Estado laico e que traz em seu conteúdo a oficialização do ensino religioso nas escolas brasileiras. O Vaticano já se pronunciou que o ensino religioso, conforme o acordo assinado, não pode ser comparativo ou neutro, ou seja, não deve se limitar a um estudo cultural de diversas religiões, mas sim ser confessional (veja matéria do jornal O Estado de São Paulo, publicada no site Católicas pelo Direito de Decidir.)


O que diz uma pesquisa do Ibope
Para 46% dos brasileiros, governo não deve fazer acordo com nenhuma religião Pesquisa foi realizada pelo IBOPE Inteligência entre os dias 17 e 22 de julho O IBOPE Inteligência realizou uma pesquisa para a organização Católicas Pelo Direito de Decidir (CDD), entre os dias 17 e 22 de julho, com o objetivo de conhecer a opinião dos brasileiros sobre o relacionamento entre religião e Estado.

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