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26
de Fevereiro de 2008 -
Rede
Feminista de Saúde é contra projeto do
parto anônimo
- Mariana
Jungmann - Repórter da Agência Brasil
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Brasília
- A organização não-governamental
(ONG) Rede Feminista de Saúde (RFS) considera
o projeto de lei (PL) que trata do parto anônimo
mais uma tentativa de evitar a descriminalização
do aborto.
O projeto, que tramita na Câmara dos Deputados,
estabelece o direito da mãe de ter o filho
em sigilo e deixá-lo no hospital para adoção.
“Nós consideramos que não
é dessa forma que nós vamos encarar
as dificuldades das mulheres brasileiras para fazer
seu planejamento reprodutivo.
E
no caso de esse planejamento falhar, ela não
tenha outra alternativa que não seja ter essa
gestação e doar esse filho”,
declara Télia Negrão,
secretária executiva da RFS.
A permanência do recém-nascido no hospital
por 30 dias – tempo de tolerância para
que a mãe se arrependa, previsto no projeto
– também é combatido pela secretária
da RFS. “É um risco aumentado
para os bebês serem mantidos nesse ambiente,
sujeitos a toda sorte de infecções hospitalares”,
alegou. Télia Negrão considera ainda
que o projeto fere os direitos humanos das mulheres
e das crianças e está “fora de
época”.
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Reunião
da RSMLAC
avalia a violência
contra mulheres
e identifica novos desafios
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Rede
Feminista de Saúde participou de encontro em Bogotá,
capital colombiana, e chama atenção para
o crescimento do fenômeno feminicídio na
América Latina e Caribe.
As informações
são de Telia Negrão, Secretária da
RFS |
A persistência da violência contra as
mulheres e meninas em níveis elevadíssimos
em toda a América Latina e Caribe, apesar da
existência de leis com vistas ao seu enfrentamento,
foi uma das principais constatações
da reunião de Redes e Organizações
que trabalham na Violência Contra as Mulheres
- RSMLAC, promovida pela Rede de Saúde das
Mulheres Latino americanas e do Caribe realizada de
6 a 9 de fevereiro em Bogotá, na Colômbia.
Participaram 40 mulheres de 20 países, de mais
de três dezenas de grupos, organizações
e redes regionais e locais. Assinaram presença,
além da Rede Feminista de Saúde do Brasil,
a Rede Popular de Mulheres para a Educação
– Repem, a Rede de Mulheres LAC que atuam pela
Eliminação da Violência, Isis
Internacional, Cladem Regional e integrantes de Campanhas
regionais, como 28 de Setembro pela Despenalização
do Aborto na AL e Caribe, Campanha pela Convenção
dos Direitos Sexuais e Reprodutivos, Campanha dos
16 Dias de Ativismo.
O objetivo do encontro foi conhecer a Campanha We
Can (Campanha nós podemos eliminar a violência
contra as mulheres) impulsionada pela Oxfam Novib
na Ásia e África, apresentar as experiências
de toda a região e, posteriormente, em setembro,
realizar-se outra reunião para decidir sobre
a implementação desta ação
na AL e Caribe.
EMPODERAMENTO DAS MULHERES - De
acordo com a secretária executiva da RFS a
dinâmica utilizada nesta reunião propiciou
uma comparação de metodologias e enfoques
a partir de contextos e situações diferenciadas.
Enquanto na Ásia e África a campanha
trabalha com uma intervenção preventiva
com vistas a mudanças de comportamentos individuais
de homens e mulheres, as experiências do Brasil
e de todos os outros países presentes revelaram-se
com ações políticas com vistas
ao empoderamento das mulheres e luta por políticas
públicas.
"Para nós que buscamos processos de mobilização
e incidência políticas que, de um lado,
assegure políticas públicas para a prevenção
da violência, punição de agressores
e reabilitação das mulheres, o empoderamento
das mulheres é um ponto fundamental que estabelece
a diferença nos enfoques". No entanto,
argumenta, "isso não significa a impossibilidade
de encaminhar a campanha em nossa região, com
outro enfoque e outra metodologia".
A idéia é unificar todos os países
da AL e Caribe num grande chamado a partir da RSMLAC,
e cada país realizar, de forma descentralizada,
a sua campanha.
A reunião, segundo as integrantes do Conselho
Diretivo da RSMLAC, foi extremamente positiva para
posicionar a rede em seu papel de articuladora regional.
O encontro reuniu grande parte das organizações
mais especializadas na luta contra a violência
numa perspectiva feminista e de direitos humanos.
Suas experiências e saberes puderam ser visibilizados,
conhecidos e debatidos.
O FENÔMENO DO FEMICÍDIO
- Um tema ainda novo para as mulheres brasileiras
foi aquele apresentado por lideranças feministas
de alguns países como México, Guatemala,
Chile, Salvador, Equador, Segundo estudos teóricos,
observatórios e trabalhos de incidência
política do movimento de mulheres e feminista,
há evidências de que o fenômeno
do femicídio ou feminicídio esteja presente
nesta região.
Assassinatos de mulheres e meninas por homens envolvidos
em redes de tráfico de drogas, armas, exploração
sexual, pedofilia e paramilitares, que fazem o uso
de técnicas costumeiras no período ditatorial
dos países da região, indicam que há
uma cultura de eliminação de mulheres
que permanece ocultada.
São crimes de difícil apuração,
na medida em que envolve redes enraizadas em comunidades
que vivem distantes do acesso à justiça,
sob o medo de retaliações contra quem
denuncia. Isto agrega às violências,
já enfocadas pelos movimentos de mulheres,
mais um tipo de difícil enfrentamento porque
envolve familiares dos assassinos, inclusive mulheres
em tramas difíceis de serem desbaratadas.
ASSASSINATOS DE MULHERES - Na Guatemala,
por exemplo, um país de 11 milhões de
pessoas e marcado por um dos piores índices
de desigualdade social, são registrados cerca
de 560 assassinatos de mulheres e meninas ao ano,
como relatou Alma Odette, integrante do Conselho Diretivo
da RSMLAC e coordenadora da ONG Tierra Viva. "Para
nós não há mais dúvida
de que o feminicídio é um novo tipo
de violência contra as mulheres, enraizado em
antigas tradições culturais embasadas
no poder masculino e que se utiliza de técnicas
de tortura muito conhecidas nas ditaduras latino-americanas
e caribenhas".
Ela acrescenta que, assim como no México, em
que o Observatório da Mulher cataloga os casos
quando caracterizados como feminicídio para
fins de denúncia sem banalização,
na Guatemala se tomam os cuidados para que não
se perda a oportunidade de ter de fato evidências
para enfrentar o novo fenômeno.
Para a Secretaria da Rede Feminista de Saúde
novos desafios foram expostos pela reunião
e, para seu enfrentamento há que se aprimorar
a atuação do movimento de mulheres para
a ação política, denúncia
e prevenção, agregando ainda um grande
trabalho comunicacional. “As atuais leis e políticas
públicas são avanços, mas ainda
constituem garantias insuficientes para assegurar
uma vida sem violência às mulheres, de
forma a impactar e alterar suas vidas cotidianas",
concluiu Telia.
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Morte de gestante: Rede
encaminha carta ao Ministério Público Estadual
Leia no blog
da Rede Feminista de Saúde, a notícia
sobre a carta encaminhada à Promotora de Justiça
da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa dos
Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, Ângela Salton
Roturno. No documento, a Entidade expressa séria
preocupação com os fatos que resultaram
na morte de uma mulher, grávida de sete meses,
que foi flagrada com maconha durante revista íntima
na Penitenciária Modulada de Ijuí, município
localizado na região noroeste do Rio Grande do
Sul e distante aproximadamente 400 km de Porto Alegre,
capital do Estado. A Rede Feminista de Saúde é
integrante da Executiva do Pacto pela Redução
da Mortalidade Materna e Neonatal, do Conselho Nacional
de Saúde e do Conselho Nacional dos Direitos da
Mulher. |
Congresso no Rio de Janeiro
sobre a exploração sexual de crianças
e adolescentes Deu no
clipping da Revista de Saúde Sexual e Reprodutiva
- Informativo Eletrônico de Ipas Brasil que o Rio
de Janeiro foi a cidade escolhida para sediar o 3°
Congresso Mundial sobre Enfrentamento à Exploração
Sexual de Crianças e Adolescentes, que deverá
reunir 4.000 pessoas entre os dias 25 a 28 de novembro.
A decisão foi tomada durante reunião da
comissão organizadora, realizada nesta terça
e quarta-feira (22 e 23) em Brasília e reuniu governos
de diversos países e sociedade civil. O evento
será realizado pela Secretaria Especial dos Direitos
Humanos da Presidência da República (SEDH/PR)
em conjunto com a Articulação Internacional
contra Prostituição, Pornografia e Tráfico
de Crianças e Adolescentes (ECPAT) do Brasil e
Internacional; Unicef Brasil e Internacional; e NGO Brasil
e Internacional – uma rede de Organizações
Não Governamentais ligadas ao tema.
O tema de abertura do Congresso é "Garantia
de Direitos da Criança e do Adolescente e a sua
Proteção contra a Exploração
Sexual – Por uma Visão Sistêmica".
Durante os três dias de encontro, serão realizadas
oficinas, espaço de diálogo e cinco painéis
– Formas de exploração Sexual Comercial
e seus novos cenários; Marco Legal e Responsabilização;
Políticas Intersetoriais Integradas; Iniciativas
de Responsabilidade Social; e Estratégias de Cooperação
.Internacional.
Fonte: http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sedh/noticias/ |
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VII Congreso Iberoamericano
de Ciencia, Tecnología y Gênero
Data: 18 a 21 de Fevereiro de
2008
Local: La Habana, Cuba.
Prazo para inscrições: 14 de Setembro
de 2007
Clique
aqui para mais informações |
First Global Forum on Human Resources for Health
Data: 2 a 7 Março 2008,
Local: Kampala, Uganda
Mais
informações no site.Clique
aqui para saber |
Abertas
Inscrições para o Laboratório de
Ciências Criminais do IBCCRIM -
Instituto Brasileiro de Ciências
CriminaisAté o dia 05 de março de 2008
as inscrições para o processo seletivo
do Laboratório de Ciências Criminais do
IBCCRIM, que está em sua sétima edição.
Os interessados poderão fazer suas inscrições,
das 09h00 as 17h00, na sede do IBCCRIM, na Rua Onze
de Agosto, 52, 2° andar, Centro (ao lado da estação
Sé do metrô), ou diretamente pelo site
www.ibccrim.org.br |
20th EBCOG
European Congress of Obstetrics and Gynaecology - 20º
Congresso Europeu de Ginecologia e Obstetrícia
Data: 4
a 8 de Março 2008
Local: Lisboa, Portugal
Realização: Mundiconvenius
Tel.: 351(21)315-5135
Home Page:
www.mundiconvenius.pt/2008/ebcog/ |
I Encontro
Nacional de Jovens Feministas
13 e 16 de março de 2008
na cidade de Fortaleza/ Ceará. Para mais informações
sobre o encontro: Articulação Brasileira
de Jovens Feministas
e-mail: jovensfeministas.brasil@gmail.co
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II Conferência
PRISSMA: Integração PRISSMA-PESSOAS
- Perspectivas para a prevenção
de HIV/DST na Saúde Mental no Brasil”
14 de março de 2008 - Centro
Cultural Banco do Brasil – Centro – Rio
de Janeiro
Para profissionais de saúde e interessados
em implementar e desenvolver ações de
prevenção para as DST/AIDS em serviços
de referência em saúde mental. As inscrições
são gratuitas e limitadas e podem ser realizadas
pelo e-mail: projetoprissma@gmail.com
ou pelo telefone:
(21) 2542-4517.
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I
Seminário Vozes Negras
Femininas28, 29 e 30 de Março de 2008,
na cidade de Colatina/ES
Inscrições até 15 de Março
de 2008
Informações e ficha de inscrição
através do e-mail: nzingambandi77@yahoo.com.br
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De 25 a 28 de
agosto de 2008, em Florianópolis,
Santa Catarina, vai
acontecer a oitava edição do Seminário
Fazendo Gênero que terá como tema Corpo,
Violência e Poder. A promoção é
da Revista de Estudos Feministas, da Universidade Federal
de Santa Catarina e mais informações sobre
o evento podem ser obtidos pelo endereço: fazendogenero8@gmail.com,
ou pelo telefone (48) 3721 8211 (período da tarde).
Abaixo o cronograma das inscrições de
propostas de simpósios temáticos:
-Até 3 de março: envio de propostas para
Seminários Temáticos
-17 de março – divulgação
dos Simpósios Temáticos selecionados
-De 17 de março até 5 de maio de 2008:
inscrição de trabalhos(com resumos)nos
Simpósios Temáticos
-19 de maio – divulgação dos trabalhos
aceitos para a composição dos simpósios
-25 de junho – prazo limite para o envio de texto
integral do trabalho, para publicação
em Anais eletrônicos. |
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DOCUMENTO |
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ARTIGOS |
O
Preço da Responsabilidade Sobre a Saúde
das Mulheres -
A Prefeitura do Recife,
por intermédio da Secretaria de Saúde
teve a coragem de incluir a prescrição
e oferta da pílula do dia seguinte entre as
ações de proteção à
saúde das pessoas programadas para o período
carnavalesco.
Leia
a íntegra do artigo de Ana Maria Costa e Estela
Maria Leão Aquino |
OPINIÃO :
A lei maior é a dos direitos - A
frustrada iniciativa do arcebispo de Recife e Olinda,lamentavelmente
usando-se da Pastoral da Saúde, de impedir a
distribuição da anticoncepção
de emergência com mais intensidade no período
do Carnaval, deve ser analisada por no mínimo
três aspectos...
LEIA O ARTIGO DE TÉLIA
NEGRÃO |
OPINIÃO : A quem pertence o SUS?
O
direito à saúde, consagrado na Constituição
e garantido pelo Sistema Único de Saúde
(SUS), vem sendo implementado pelos municípios,
estados e União, muito mais em razão de
um movimento sanitário composto por especialistas,
secretários de saúde, conselheiros de
saúde, membros do Ministério Público
do que por vontade da população, em especial
a mais rica.
LEIA A ÍNTEGRA DO ARTIGO
DE LENIR SANTOS |
Racismo é uma forma de violência contra
as mulheres que precisa ser combatida - “...Os
agravos do racismo geram outras violências adicionais,
potencializando a opressão da violência
de gênero, tornando, assim, indispensável
o recorte racial nos estudos do fenômeno”.
Leia
a íntegra do artigo de Maria Luisa Pereira Oliveira |
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ENTREVISTA
Rede Feminista na revista Ipas/Brasil
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MAIS
NOTÍCIAS |
Humanização
no momento do parto
Realizado no Rio de Janeiro
o I Ciclo de Palestras Gestar, Parir e Nascer Naturalmente
realizado no Rio de Janeiro. A promoção
foi do Núcleo de Pesquisa de Enfermagem em Saúde
da Mulher da Escola de Enfermagem Anna Nery da UFRJ
– NUPESM/EEAN; com apoio da Pró-reitoria
de Planejamento e Desenvolvimento – PR-3, do movimento
Amigas do Parto, da Associação Brasileira
de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras do Rio de Janeiro
– ABENFO-RJ, do Banco do Brasil e do Fórum
de Ciência e Cultura da UFRJ. O objetivo foi discutir
o papel do profissional de enfermagem no momento do
parto, no cotidiano da parturiente e nas políticas
públicas de melhorias na qualidade de atendimento
e na implantação do parto humanizado. |
Seminário
Mulher & Mídia O
Seminário Estadual Mulher, mídia e ações
feministas será realizado pela Federação
dos Bancários em Porto Alegre no dia 7 de março
na Casa do Bancários, Rua General Câmara,
24, Centro. As inscrições poderão
ser feitas até 27 de fevereiro pelo e-mail: feebrs@feebrs.org.br
A organização do evento trará Eleutéria
da Silva, Coordenadora da Casa da Mulher Trabalhadora
do Rio de Janeiro e da Marcha Mundial de Mulheres que
falará sobre Ações do movimento feminista
na última década e estruturas de apoio às
mulheres.
A outra painelista será Rachel Moreno, presidente
do Observatório da Mulher, São Paulo, e
participante da Articulação de Mulheres
e Mídia. Rachel abordará a temática:
A mulher brasileira na mídia.
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Anote
o novo número de telefone da Rede Feminista de
Saúde >>>>>>>>>
51.3212.4998
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Comunica
REDE - Informativo
da Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos
Sexuais e Direitos Reprodutivos
Jornalista Responsável: Vera Daisy Barcellos
– Reg.Prof. 3.804 – 5155 913.56.435
Avenida Salgado Filho, 28, conj. 601 – Fone 55
51 32.12.49.98 – Porto Alegre – Cep 90.010-220
– Rio Grande do Sul – Brasil
www.redesaude.org.br
- comunicarede@redesaude.org.br |
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