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boletim informativo
Ano 1 - nº 02 - Fevereiro de 2008 - Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil - ATUALIZADO EM 22/4/08 14:02
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26 de Fevereiro de 2008 -
Rede Feminista de Saúde é contra projeto do parto anônimo - Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil

Brasília - A organização não-governamental (ONG) Rede Feminista de Saúde (RFS) considera o projeto de lei (PL) que trata do parto anônimo mais uma tentativa de evitar a descriminalização do aborto.
O projeto, que tramita na Câmara dos Deputados, estabelece o direito da mãe de ter o filho em sigilo e deixá-lo no hospital para adoção.
“Nós consideramos que não é dessa forma que nós vamos encarar as dificuldades das mulheres brasileiras para fazer seu planejamento reprodutivo.
E no caso de esse planejamento falhar, ela não tenha outra alternativa que não seja ter essa gestação e doar esse filho”, declara Télia Negrão, secretária executiva da RFS.

A permanência do recém-nascido no hospital por 30 dias – tempo de tolerância para que a mãe se arrependa, previsto no projeto – também é combatido pela secretária da RFS. “É um risco aumentado para os bebês serem mantidos nesse ambiente, sujeitos a toda sorte de infecções hospitalares”, alegou. Télia Negrão considera ainda que o projeto fere os direitos humanos das mulheres e das crianças e está “fora de época”.

Reunião da RSMLAC
avalia a violência
contra mulheres
e identifica novos desafios
Rede Feminista de Saúde participou de encontro em Bogotá, capital colombiana, e chama atenção para o crescimento do fenômeno feminicídio na América Latina e Caribe.

As informações são de Telia Negrão, Secretária da RFS

A persistência da violência contra as mulheres e meninas em níveis elevadíssimos em toda a América Latina e Caribe, apesar da existência de leis com vistas ao seu enfrentamento, foi uma das principais constatações da reunião de Redes e Organizações que trabalham na Violência Contra as Mulheres - RSMLAC, promovida pela Rede de Saúde das Mulheres Latino americanas e do Caribe realizada de 6 a 9 de fevereiro em Bogotá, na Colômbia.

Participaram 40 mulheres de 20 países, de mais de três dezenas de grupos, organizações e redes regionais e locais. Assinaram presença, além da Rede Feminista de Saúde do Brasil, a Rede Popular de Mulheres para a Educação – Repem, a Rede de Mulheres LAC que atuam pela Eliminação da Violência, Isis Internacional, Cladem Regional e integrantes de Campanhas regionais, como 28 de Setembro pela Despenalização do Aborto na AL e Caribe, Campanha pela Convenção dos Direitos Sexuais e Reprodutivos, Campanha dos 16 Dias de Ativismo.

O objetivo do encontro foi conhecer a Campanha We Can (Campanha nós podemos eliminar a violência contra as mulheres) impulsionada pela Oxfam Novib na Ásia e África, apresentar as experiências de toda a região e, posteriormente, em setembro, realizar-se outra reunião para decidir sobre a implementação desta ação na AL e Caribe.

EMPODERAMENTO DAS MULHERES - De acordo com a secretária executiva da RFS a dinâmica utilizada nesta reunião propiciou uma comparação de metodologias e enfoques a partir de contextos e situações diferenciadas. Enquanto na Ásia e África a campanha trabalha com uma intervenção preventiva com vistas a mudanças de comportamentos individuais de homens e mulheres, as experiências do Brasil e de todos os outros países presentes revelaram-se com ações políticas com vistas ao empoderamento das mulheres e luta por políticas públicas.
"Para nós que buscamos processos de mobilização e incidência políticas que, de um lado, assegure políticas públicas para a prevenção da violência, punição de agressores e reabilitação das mulheres, o empoderamento das mulheres é um ponto fundamental que estabelece a diferença nos enfoques". No entanto, argumenta, "isso não significa a impossibilidade de encaminhar a campanha em nossa região, com outro enfoque e outra metodologia".

A idéia é unificar todos os países da AL e Caribe num grande chamado a partir da RSMLAC, e cada país realizar, de forma descentralizada, a sua campanha.

A reunião, segundo as integrantes do Conselho Diretivo da RSMLAC, foi extremamente positiva para posicionar a rede em seu papel de articuladora regional. O encontro reuniu grande parte das organizações mais especializadas na luta contra a violência numa perspectiva feminista e de direitos humanos. Suas experiências e saberes puderam ser visibilizados, conhecidos e debatidos.

O FENÔMENO DO FEMICÍDIO - Um tema ainda novo para as mulheres brasileiras foi aquele apresentado por lideranças feministas de alguns países como México, Guatemala, Chile, Salvador, Equador, Segundo estudos teóricos, observatórios e trabalhos de incidência política do movimento de mulheres e feminista, há evidências de que o fenômeno do femicídio ou feminicídio esteja presente nesta região.
Assassinatos de mulheres e meninas por homens envolvidos em redes de tráfico de drogas, armas, exploração sexual, pedofilia e paramilitares, que fazem o uso de técnicas costumeiras no período ditatorial dos países da região, indicam que há uma cultura de eliminação de mulheres que permanece ocultada.
São crimes de difícil apuração, na medida em que envolve redes enraizadas em comunidades que vivem distantes do acesso à justiça, sob o medo de retaliações contra quem denuncia. Isto agrega às violências, já enfocadas pelos movimentos de mulheres, mais um tipo de difícil enfrentamento porque envolve familiares dos assassinos, inclusive mulheres em tramas difíceis de serem desbaratadas.

ASSASSINATOS DE MULHERES - Na Guatemala, por exemplo, um país de 11 milhões de pessoas e marcado por um dos piores índices de desigualdade social, são registrados cerca de 560 assassinatos de mulheres e meninas ao ano, como relatou Alma Odette, integrante do Conselho Diretivo da RSMLAC e coordenadora da ONG Tierra Viva. "Para nós não há mais dúvida de que o feminicídio é um novo tipo de violência contra as mulheres, enraizado em antigas tradições culturais embasadas no poder masculino e que se utiliza de técnicas de tortura muito conhecidas nas ditaduras latino-americanas e caribenhas".
Ela acrescenta que, assim como no México, em que o Observatório da Mulher cataloga os casos quando caracterizados como feminicídio para fins de denúncia sem banalização, na Guatemala se tomam os cuidados para que não se perda a oportunidade de ter de fato evidências para enfrentar o novo fenômeno.

Para a Secretaria da Rede Feminista de Saúde novos desafios foram expostos pela reunião e, para seu enfrentamento há que se aprimorar a atuação do movimento de mulheres para a ação política, denúncia e prevenção, agregando ainda um grande trabalho comunicacional. “As atuais leis e políticas públicas são avanços, mas ainda constituem garantias insuficientes para assegurar uma vida sem violência às mulheres, de forma a impactar e alterar suas vidas cotidianas", concluiu Telia.

Morte de gestante: Rede encaminha carta ao Ministério Público Estadual Leia no blog da Rede Feminista de Saúde, a notícia sobre a carta encaminhada à Promotora de Justiça da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, Ângela Salton Roturno. No documento, a Entidade expressa séria preocupação com os fatos que resultaram na morte de uma mulher, grávida de sete meses, que foi flagrada com maconha durante revista íntima na Penitenciária Modulada de Ijuí, município localizado na região noroeste do Rio Grande do Sul e distante aproximadamente 400 km de Porto Alegre, capital do Estado. A Rede Feminista de Saúde é integrante da Executiva do Pacto pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, do Conselho Nacional de Saúde e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.
Congresso no Rio de Janeiro sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes
Deu no clipping da Revista de Saúde Sexual e Reprodutiva - Informativo Eletrônico de Ipas Brasil que o Rio de Janeiro foi a cidade escolhida para sediar o 3° Congresso Mundial sobre Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que deverá reunir 4.000 pessoas entre os dias 25 a 28 de novembro.
A decisão foi tomada durante reunião da comissão organizadora, realizada nesta terça e quarta-feira (22 e 23) em Brasília e reuniu governos de diversos países e sociedade civil. O evento será realizado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR) em conjunto com a Articulação Internacional contra Prostituição, Pornografia e Tráfico de Crianças e Adolescentes (ECPAT) do Brasil e Internacional; Unicef Brasil e Internacional; e NGO Brasil e Internacional – uma rede de Organizações Não Governamentais ligadas ao tema.
O tema de abertura do Congresso é "Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente e a sua Proteção contra a Exploração Sexual – Por uma Visão Sistêmica". Durante os três dias de encontro, serão realizadas oficinas, espaço de diálogo e cinco painéis – Formas de exploração Sexual Comercial e seus novos cenários; Marco Legal e Responsabilização; Políticas Intersetoriais Integradas; Iniciativas de Responsabilidade Social; e Estratégias de Cooperação .Internacional.

Fonte: http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sedh/noticias/
VII Congreso Iberoamericano de Ciencia, Tecnología y Gênero
Data: 18 a 21 de Fevereiro de 2008
Local: La Habana, Cuba.
Prazo para inscrições: 14 de Setembro de 2007

Clique aqui para mais informações
First Global Forum on Human Resources for Health
Data: 2 a 7 Março 2008,
Local: Kampala, Uganda

Mais informações no site.Clique aqui para saber
Abertas Inscrições para o Laboratório de Ciências Criminais do IBCCRIM - Instituto Brasileiro de Ciências CriminaisAté o dia 05 de março de 2008 as inscrições para o processo seletivo do Laboratório de Ciências Criminais do IBCCRIM, que está em sua sétima edição. Os interessados poderão fazer suas inscrições, das 09h00 as 17h00, na sede do IBCCRIM, na Rua Onze de Agosto, 52, 2° andar, Centro (ao lado da estação Sé do metrô), ou diretamente pelo site www.ibccrim.org.br
20th EBCOG European Congress of Obstetrics and Gynaecology - 20º Congresso Europeu de Ginecologia e Obstetrícia
Data: 4 a 8 de Março 2008
Local: Lisboa, Portugal
Realização: Mundiconvenius
Tel.: 351(21)315-5135
Home Page:
www.mundiconvenius.pt/2008/ebcog/
I Encontro Nacional de Jovens Feministas
13 e 16 de março de 2008 na cidade de Fortaleza/ Ceará. Para mais informações sobre o encontro: Articulação Brasileira de Jovens Feministas
e-mail:
jovensfeministas.brasil@gmail.co

II Conferência PRISSMA: Integração PRISSMA-PESSOAS - Perspectivas para a prevenção de HIV/DST na Saúde Mental no Brasil”
14 de março de 2008 -
Centro Cultural Banco do Brasil – Centro – Rio de Janeiro
Para profissionais de saúde e interessados em implementar e desenvolver ações de prevenção para as DST/AIDS em serviços de referência em saúde mental. As inscrições são gratuitas e limitadas e podem ser realizadas pelo e-mail:
projetoprissma@gmail.com ou pelo telefone: (21) 2542-4517.

I Seminário Vozes Negras Femininas28, 29 e 30 de Março de 2008, na cidade de Colatina/ES
Inscrições até 15 de Março de 2008
Informações e ficha de inscrição através do e-mail: nzingambandi77@yahoo.com.br
De 25 a 28 de agosto de 2008, em Florianópolis, Santa Catarina, vai acontecer a oitava edição do Seminário Fazendo Gênero que terá como tema Corpo, Violência e Poder. A promoção é da Revista de Estudos Feministas, da Universidade Federal de Santa Catarina e mais informações sobre o evento podem ser obtidos pelo endereço: fazendogenero8@gmail.com, ou pelo telefone (48) 3721 8211 (período da tarde). Abaixo o cronograma das inscrições de propostas de simpósios temáticos:
-Até 3 de março: envio de propostas para Seminários Temáticos
-17 de março – divulgação dos Simpósios Temáticos selecionados
-De 17 de março até 5 de maio de 2008: inscrição de trabalhos(com resumos)nos Simpósios Temáticos
-19 de maio – divulgação dos trabalhos aceitos para a composição dos simpósios
-25 de junho – prazo limite para o envio de texto integral do trabalho, para publicação em Anais eletrônicos.
 
DOCUMENTO
A Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos divulga o contraponto elaborado pelo movimento de mulheres e feministas ao projeto de lei do Estatuto do Nascituro.

Conheça os 11 pontos centrais e bastante problemáticos do referido projeto
ARTIGOS
O Preço da Responsabilidade Sobre a Saúde das Mulheres - A Prefeitura do Recife, por intermédio da Secretaria de Saúde teve a coragem de incluir a prescrição e oferta da pílula do dia seguinte entre as ações de proteção à saúde das pessoas programadas para o período carnavalesco.
Leia a íntegra do artigo de Ana Maria Costa e Estela Maria Leão Aquino
OPINIÃO : A lei maior é a dos direitos - A frustrada iniciativa do arcebispo de Recife e Olinda,lamentavelmente usando-se da Pastoral da Saúde, de impedir a distribuição da anticoncepção de emergência com mais intensidade no período do Carnaval, deve ser analisada por no mínimo três aspectos...
LEIA O ARTIGO DE TÉLIA NEGRÃO
OPINIÃO : A quem pertence o SUS? O direito à saúde, consagrado na Constituição e garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), vem sendo implementado pelos municípios, estados e União, muito mais em razão de um movimento sanitário composto por especialistas, secretários de saúde, conselheiros de saúde, membros do Ministério Público do que por vontade da população, em especial a mais rica.
LEIA A ÍNTEGRA DO ARTIGO DE LENIR SANTOS
Racismo é uma forma de violência contra as mulheres que precisa ser combatida - “...Os agravos do racismo geram outras violências adicionais, potencializando a opressão da violência de gênero, tornando, assim, indispensável o recorte racial nos estudos do fenômeno”. Leia a íntegra do artigo de Maria Luisa Pereira Oliveira
ENTREVISTA
Rede Feminista na revista Ipas/Brasil

LEIA A Entrevista da Secretária Executiva da Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, Telia Negrão, concedida para a Radis nº 65 – Janeiro de 2008 -, na qual ela avalia o resultado da 13ª Conferência Nacional de Saúde, foi postada na íntegra na Revista de Saúde Sexual e Reprodutiva nº 62 de janeiro/2008
(Informativo Eletrônico de Ipas Brasil).
MAIS NOTÍCIAS
Humanização no momento do parto
Realizado no Rio de Janeiro o I Ciclo de Palestras Gestar, Parir e Nascer Naturalmente realizado no Rio de Janeiro. A promoção foi do Núcleo de Pesquisa de Enfermagem em Saúde da Mulher da Escola de Enfermagem Anna Nery da UFRJ – NUPESM/EEAN; com apoio da Pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento – PR-3, do movimento Amigas do Parto, da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras do Rio de Janeiro – ABENFO-RJ, do Banco do Brasil e do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ. O objetivo foi discutir o papel do profissional de enfermagem no momento do parto, no cotidiano da parturiente e nas políticas públicas de melhorias na qualidade de atendimento e na implantação do parto humanizado.
Seminário Mulher & Mídia
O Seminário Estadual Mulher, mídia e ações feministas será realizado pela Federação dos Bancários em Porto Alegre no dia 7 de março na Casa do Bancários, Rua General Câmara, 24, Centro. As inscrições poderão ser feitas até 27 de fevereiro pelo e-mail: feebrs@feebrs.org.br
A organização do evento trará Eleutéria da Silva, Coordenadora da Casa da Mulher Trabalhadora do Rio de Janeiro e da Marcha Mundial de Mulheres que falará sobre Ações do movimento feminista na última década e estruturas de apoio às mulheres.
A outra painelista será Rachel Moreno, presidente do Observatório da Mulher, São Paulo, e participante da Articulação de Mulheres e Mídia. Rachel abordará a temática: A mulher brasileira na mídia.

 

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campanha pela convenção
campanha 28  de setembro
RSMLAC
Fórum Social da Saúde
Comunica REDE - Informativo da Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
Jornalista Responsável: Vera Daisy Barcellos – Reg.Prof. 3.804 – 5155 913.56.435
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