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Ano 1 - - nº 06 - 18 de ABRIL/ 2008 - - Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil - ATUALIZADO EM 18.04.2008 11:40
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Seminário sobre os marcos da saúde das mulheres ocorre em junho,em Porto Alegre
O Seminário Implementando os Marcos de Saúde Integral das Mulheres – a mortalidade materna, desafio latino-americano, será realizado de 25 a 28 de junho em Porto Alegre e não mais em Curitiba como antes planejado.
A atividade resulta de uma parceria entre a Amaterna – Associação Nacional de Familiares e Amigos de Vítimas de Morte Materna, Rede Feminista de Saúde, Centro Hygia de Estudos e Pesquisas em Cidadania, Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos e o Coletivo Feminino Plural e conta ainda com o apoio da ABEN - Associação Brasileira de Enfermagem. Estão previstas cerca de 150 participantes.
O objetivo principal desse seminário é promover a avaliação do grau de implementação dos marcos legais dos direitos sexuais e direitos reprodutivos das mulheres no Brasil, identificar os avanços, obstáculos e desafios, em especial na redução das mortes maternas, agravos à saúde de vítimas de violências e abortos inseguros, do câncer, HIV e outras, e apontar estratégias.

Esquerda feminista européia
acompanha relato da RFS
A fala da Secretária Executiva da RFS, Telia Negrão, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, Bélgica, teve boa repercussão, segundo os registros da mídia eletrônica. Tratou-se de uma audiência pública realizada no dia 9 de abril sobre a saúde reprodutiva das mulheres da América Latina, promovida pelo Grupo de União das Esquerdas do Parlamento, composto majoritariamente por mulheres.
Um evento muito articulado com os movimentos feminista, de mulheres e de direitos humanos da Europa, e que teve a presença também de agências de cooperação internacional e das Nações Unidas...
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Dez mil mulheres devem ser indiciadas
pela prática do aborto ilegal
Cerca de dez mil mulheres correm o risco de serem qualificadas, interrogadas e levadas a julgamento depois que a clínica na qual praticaram aborto ilegal foi fechada e seus prontuários médicos foram apreendidos pela polícia de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
A decisão do juiz da Segunda Vara do Tribunal do Júri de Mato Grosso do Sul repercutiu entre o movimento feminista e de mulheres de todo o País e a Rede Feminista de Saúde está agregada aos protestos e ações contra esta violação aos direitos humanos e reprodutivos das mulheres.
No dia 9 de abril, o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfêmea) entregou um documento à Subcomissão Permanente em Defesa da Mulher do Senado com a denúncia de que em Mato Grosso do Sul as mulheres estão sendo chamadas para depor na polícia porque praticaram aborto entre 1999 e 2001. O documento do Cfêmea aponta que “o contexto mostra o nítido uso político da legislação punitiva para criminalizar as mulheres num momento em que o tema está em discussão na sociedade e no Congresso Nacional”.
Rede Feminista de Saúde participa, em São Paulo, de reunião para tratar da proibição da contracepção de emergência em Jundiaí
O informe é da filiada da RFS/Regional SP, Rosa de Lourdes Azevedo dos Santos, que esteve participando da reunião ocorrida no dia 8 de abril com a área técnica de saúde da mulher da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.
Na pauta, um dos assuntos prioritários foi a discussão da violação, mais uma vez, dos direitos humanos e reprodutivos das mulheres face a ação do prefeito de Jundiaí, São Paulo, Ary Fossen (PSDB). Ele sancionou uma lei aprovada na Câmara Municipal da cidade, impedindo a retirada gratuita dos contraceptivos nos postos de saúde.
O Ministério da Saúde deve encaminhar à Procuradoria Geral da União um parecer jurídico contrário à lei municipal. Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo (14.4.2008), o diretor do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas do Ministério da Saúde, Adson França, disse que a decisão de Jundiaí contraria a Lei de Planejamento Familiar e as normas técnicas do ministério. “É inconstitucional”, afirma o diretor.
A lei que proíbe a distribuição no município distante 60 quilômetros da capital paulista foi proposta, em março, pelo vereador Cláudio Miranda (PSOL) e aprovada, por unanimidade, com uma abstenção.
Mulheres indígenas
falam de saúde reprodutiva no Peru
O Primer Foro Internacional de Mujeres Indígenas, Compartiendo Avances para Nuevos Retos, em Lima,Peru foi realizado na terça e quarta-feira (13 e 14/04). Uma das representantes brasileiras foi a professora e escritora indígena Eliane Potiguara, na foto, coordenadora da Rede de Comunicação Indígena Grumin e diretora do Instituto Indígena Brasileiro para a propriedade Intelectual – Inbrapi.

Para esta edição do Comunica Rede, Eliane encaminhou o texto Povos indígenas, gênero e políticas públicas no qual ela chama atenção para que “... homens e mulheres indígenas devem encontrar juntos, caminhos concretos que viabilizem atitudes responsáveis com relação aos seus direitos humanos e fundamentalmente à Saúde Reprodutiva e desenvolvam uma relação de gênero mais consciente, mais democrática baseada no conceito sobre sexualidade, direitos humanos específicos das mulheres, conceitos que foram perdidos ao longo da colonização e néo-colonização.”

Revista Eletrônica do IPAS divulga a Rede

Edição eletrônica do IPAS Brasil divulga o número de março da Revista de Sexual Reprodutiva que pode ser acessada via link http://www.ipas.org.br/revista/marc08.html .
A Rede Feminista de Saúde é citada.

Consertando um erro:
Ao contrário do que foi publicado na edição nº4 de Comunica Rede de 28/ 03/2008, na matéria Rede e Articulação Mulher & Mídia o encontro com a ministra Nilcéia Freire foi realizado em São Paulo e não no Rio de Janeiro. Além disso, essa Audiência Pública sobre enfrentamento da violência contra a mulher não foi promovida pela SPM, mas pelas lideranças do PT paulista e movimento organizado de mulheres feministas.
RFS exige da Susepe esclarecimentos sobre a morte de gestante
no presídio de Ijuí
Coordenadora da Regional Sul da RFS, Maria Noelci Teixeira Homero à esquerda na foto
A Rede Nacional Feminista de Saúde cobrou da Superintendência dos Serviços Penitenciários - Susepe - informações mais concretas sobre as circunstâncias da morte da gestante Claudia de Oliveira Guterres Amaral ocorrida, em janeiro deste ano, na Penitenciária Modulada de Ijui (RS). A grávida, de sete meses, morreu, com hemorragia generalizada, após ter passado pela revista íntima. Em e-mail encaminhado à Regional RS da RFS, o Superintendente da Susepe, Geraldo Bertolo, prometeu averiguar o caso e dar retorno, o mais breve possível, à Organização...Leia mais
Rede assina petição pelas
células troncos
A Rede Feminista de Saúde assinou petição encaminhada ao Supremo Tribunal Federal - STF - em defesa do artigo 5º da Lei de Biossegurança que autoriza a realização no País de pesquisas com células-tronco embrionárias congeladas. Esta pesquisa tem um grande significado para cientistas do mundo inteiro no sentido de que possa sinalizar a cura de várias doenças ainda incuráveis, como mal de Parkison, diabetes, doenças neuromusculares e secção da medula espinhal por acidentes e armas de fogo. Aprovada pelo Congresso Nacional em 2005 e sancionado pelo presidente Lula da Silva, ela foi alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles. Para assinar petição ao Supremo Tribunal Federal e saber mais clique: http://www.petitiononline.com/pesqcel/petition.html
Videoconferência sobre a Imagem da mulher na mídia
A Videoconferência sobre a Imagem da Mulher na Mídia será realizada na quarta-feira, 23/04, das 14h às 18 horas e será transmitida na Assembléia Legislativa, Sala Maurício Cardoso, 4º andar(veja o convite). O evento é preparatório ao Seminário da Imagem da Mulher na Mídia a ser realizado em junho (dias 19, 20, 21 e 22) em São Paulo, numa promoção e realização da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e a Articulação Mulher & Mídia, grupo formado por cerca de 30 organizações do movimento feminista, entre elas a Rede Feminista de Saúde.
Em passagem por Porto Alegre, na sexta-feira, 11/04, a coordenadora da Articulação Mulher& Mídia, Rachel Moreno, aproveitou para conversar com a Secretária Adjunta da RFS, Maria Luísa Pereira de Oliveira. A reunião teve como objetivo divulgar o Seminário da Imagem da Mulher na Mídia e buscar o apoio a ser emprestado pela Rede ao evento.
O seminário visa desencadear novas ações e reflexões sobre o combate aos estereótipos, preconceitos e à mercantilização do corpo da mulher promovida pelos meios de comunicação. Além disso, deverá ser um espaço para a troca de idéias e experiências entre mulheres de diferentes regiões do país. Rachel adiantou, ainda, que a Secretaria de Políticas para as Mulheres deve lançar um edital para o desenvolvimento de Observatório da Imagem da Mulher na Mídia, a semelhança do que foi criado para monitorar a Lei Maria da Penha.
Repúdio ao machismo e desrespeito às mulheres no Senado

Em carta encaminhada ao Senador Garibaldi Alves, Presidente do Senado Federal e à Ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, a Secretaria Executiva da RFS manifestou repúdio às palavras desrespeitosas proferidas pelo Senador Mão Santa (PMDB/PI) na sessão realizada no dia 2 de abril no plenário do Senado Federal. O senador exagerou ao insultar a ministra da Casa Civil e sua fala feriu as normas do Regimento Interno do Senado.Leia a carta

Congresso de Guatemala aprova lei contra o femicídio

Por e-mail, Nirvana González Rosa, coordenadora geral da Red de La Salud de Las Mujeres Latinoamericanas y del Caribe – RSMLAC comunica que o Congresso de Guatemala aprovou uma lei de combate ao feminicídio. Para saber mais acesse: http://www.prensalibre.com

Movimento social quer fórum de discussão da reforma tributária
A RFS assinou a carta que será encaminhada ao Deputado Arlindo Chinaglia, presidente da Câmara Federal cobrando a imediata instalação do fórum representativo da sociedade civil para discutir a Reforma Tributária.
Este fórum foi anunciado por Chinaglia quando do recebimento da proposta de reforma tributária, por julgar importante esta discussão com os representantes do movimentos sociais, organizações populares, entidades da sociedade civil, intelectuais e religiosos. No documento é enfatizada a defesa de uma reforma tributária justa e o indicativo de que o fórum tenha sua composição paritária com representantes de empregados, empregadores e da sociedade civil organizada
Mujeres de izquierda alertan falta de derechos reproductivos en Latinoamérica
Deputadas europeas y representantes de gobiernos y movimientos de izquierda latinoamericanos coincidieron hoy en Bruselas en alertar del retraso que arrastra América Latina en materia de derechos reproductivos y sexuales de la mujer. LEIA MAIS
Themis divulga lançamento de dois livros

A Themis Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero está divulgando o lançamento de duas publicações com o intuito de dialogar com diversos segmentos sociais a respeito de gênero e do acesso à Justiça.

O primeiro é Nominando o inominável: violência contra a mulher e o poder judiciário, das autoras Rubia Abs da Cruz, Ielena Azevedo Silveira e Elisiane Pasini.

A segunda obra é Jovens multiplicadoras de cidadania construindo outra história!, dos autores Elisiane Pasini e João Paulo Pontes.

Aos interessados em receber uma ou outra publicação favor entrar em contato com a Organização por e-mail (themis@themis.org.br) ou por telefone (51- 32120104)
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MAIS SOBRE OS LIVROS

MS garante direito à população GLBT de ser chamada pelo nome social nos serviços de saúde
Gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais agora têm direito de usar seu nome social nos prontuários de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). O direito é garantido pela Carta dos Usuários da Saúde do SUS.

Essa e outras mudanças, como a capacitação de profissionais da saúde sobre conteúdos a respeito desse grupo populacional, estão asseguradas no documento Saúde da População de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, elaborado pelo Ministério da Saúde, sob a coordenação do Departamento de Apoio à Gestão Participativa. O texto ficou pronto em fevereiro de 2008 e traz a posição política do Ministério sobre esse segmento, reconhecendo a discriminação como problema que justifica um olhar diferenciado do SUS sobre o grupo.

Segundo Ana Maria Costa, diretora do Departamento responsável pelo documento, a intenção é modificar a visão de que os problemas de saúde da população GLBTT se restringem apenas à aids. “A saúde desta população é bem mais complexa. São freqüentes os problemas como a violência, a o consumo de drogas, o alcoolismo, a depressão, a discriminação e outras situações de saúde decorrentes da exclusão social, agravadas pela dificuldade de se profissionalizar”, afirma. O apoio à população de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais é uma das políticas do Ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Histórico - Há duas décadas o ministério atende à população GLBTT. No início, o trabalho era voltado apenas para o enfrentamento da epidemia da Aids. Em agosto de 2007, porém, foi realizado o Seminário Nacional de Saúde da População GLBT na Construção do SUS, quando se discutiu a inclusão das demandas das lésbicas nas políticas de saúde da mulher.


Fonte: www.aids.gov.br
ARTIGO:ABEn solicita filiação à Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
A sintonia existente entre o compromisso da ABEn de propor e defender políticas e programas que visem a melhoria da qualidade de vida e o acesso universal e equânime da população aos serviços de saúde, e os princípios da Rede Feminista de Saúde, entre os quais ressalta-se a defesa da implantação e implementação de ações integrais de saúde da mulher, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), foi compreendida pelos participantes da 54ª Reunião do CONABEn, que assumiram, em novembro de 2007, a decisão histórica de firmar a entidade como FEMINISTA e de aprovar a solicitação de sua filiação à Rede.LEIA MAIS

Comunica REDE - Informativo da Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
Jornalista Responsável: Vera Daisy Barcellos – Reg.Prof. 3.804 – 5155 913.56.435
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