A Organização
é um novo espaço para pesquisadoras e estudiosas em cidadania,
saúde, dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. |
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Com a presença de representantes
de organizações de mulheres e feministas, do movimento feminista
de mulheres negras, social e popular foi criado nessa terça-feira,
18/12, em Porto Alegre/RS, o Centro de Estudos Feministas sobre Cidadania,
Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos – Centro
Hygia que tem na coordenação geral, a Doutora em Ciência
Política pela USP, Jussara Reis Prá, Professora do Programa
de Pós-Graduação em Ciência Política
da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Ufrgs. A denominação
do centro é uma referência à deusa grega da saúde,
Hygia.
A Organização terá
base nacional e é uma sociedade civil sem fins lucrativos, de caráter
feminista e anti-racismo com o objetivo de promover estudos e pesquisa
sobre cidadania, saúde, direitos sexuais e reprodutivos das mulheres,
jovens e meninas numa perspectiva feminista e de direitos humanos; combater
a todas as formas de violência, discriminação e preconceito
de gênero, raça, etnia, idade , sejam estes em forma de normas,
leis, posturas, comportamentos ou ações. O centro tem, ainda,
por objetivo defender sistemas públicos e universais de saúde
e conquistar políticas públicas para a saúde sexual
e reprodutiva das mulheres.
O Hygia propõe-se, entre outras ações, estimular as mulheres de todas as idades à organização em busca de eqüidade, dignidade e cidadania substantiva, auxiliando-as através de políticas de formação e capacitação em direitos das mulheres. Pretende fomentar e realizar estudos e pesquisas e editar publicações sobre estes temas, bem como apoiar, inclusive financeiramente, as atividades desenvolvidas por mulheres, organizações, redes, campanhas e articulações acerca da cidadania, saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. A Secretária Executiva da Rede
Feminista de Saúde, jornalista Telia Negrão, afirma que
esta nova organização surge para "atender uma histórica
reivindicação do colegiado da Rede que percebia a necessidade
de fomentar e estimular a produção científica e de
pesquisa, bem como publicações, voltada para os direitos
sexuais e reprodutivos da mulher". Ela também esclarece que
este novo espaço, impulsionado pela Rede e com a presença
de filiadas, é juridicamente independente .
NA COORDENAÇÃO - Na mesma ocasião, as participantes e associadas aprovaram o estatuto e elegeram, por aclamação, os nomes para comporem a Coordenação Geral do Centro Hygia que reúne, além de Jussara Prá, a Psicóloga e Mestra em Saúde Coletiva, Maria Luísa Pereira de Oliveira, a Jornalista e Mestra em Ciência Política, Telia Negrão, a Socióloga e Especialista em Direitos Humanos, Reginete Souza Bispo e a Enfermeira e Mestra em Enfermagem, Ana Lúcia de Leão Dagord. Foram eleitas para os Conselhos da entidade, a coordenadora Técnica de MARIA MULHER e da Regional RS da Rede Feminista, Maria Noelci Teixeira Homero, a Advogada e Coordenadora do Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher – CLADEM /Brasil, Virginia Feix, a doutora em Psicologia Martha Narvaz, a socióloga Leila Lucélia Dalpiaz de Mattos, a psicóloga Eliana Costa Xavier, Regina Beatriz de Andrade Vargas, a jornalista Vera Daisy Barcellos e a liderança do movimento de mulheres negras Eva Teresinha de Oliveira. Mulheres de todo o Brasil serão convidadas a integrar o Conselho Consultivo da nova entidade. |