Informativo 10 - 09 de julho de 2008
:

SEMINÁRIO e 10º ENCONTRO NACIONAL da REDE FEMINISTA DE SAÚDE

Rede Feminista sai fortalecida do Encontro e busca alternativas para superar as dificuldades oferecidas pela crise internacional

Articulação política nacional criada há 17 anos, a Rede Feminista de Saúde teve sua missão reafirmada no 10º Encontro realizado de 25 a 27 de junho em Porto Alegre, bem como na Reunião do novo Conselho Diretor.
Este encontro destinou os dois primeiros dias para o debate da agenda política no campo dos direitos sexuais e reprodutivos, reafirmando o compromisso com a garantia para atenção integral à saúde das mulheres. As agendas da Rede foram reafirmadas e novos desafios apontados.
No dia 26, as delegadas eleitas em 17 estados debruçaram-se para conhecer, debater e deliberar sobre os desafios no campo da gestão – metodologia de trabalho, gestão de recursos financeiros e de projetos. É bastante conhecido o fato que as organizações do campo dos direitos sexuais e reprodutivos enfrentam dificuldades para obtenção de recursos, reflexos do crescimento dos setores conservadores e fundamentalistas sobre os doadores internacionais.
Os recursos para a sustentabilidade se tornam cada vez mais escassos, havendo necessidade de aprimoramento nos mecanismos de gestão. A idéia é de que a Rede busque sua auto-sustentação através da mobilização de suas filiadas, numa ação sinérgica, permanente e pró-ativa, baseada na co-responsabilidade, na solidariedade feminista e na confiança entre as integrantes da rede.
Apresentando dados sobre a situação vivida pela Rede Feminista, a Secretaria Executiva da Rede recebeu integral apoio do 10º Encontro quanto às estratégias adotadas. Um conjunto de medias foi aprovada:

1) Realizar uma Campanha de Fortalecimento da Rede, com ações através das Regionais e Pontos Focais, de forma arrecadar recursos para dar segurança ao trabalho da Secretaria Executiva.
2) Quitação de anuidades de todas as filiadas, no valor mínimo de R$ 50,00 individuais e R$ 200,00 institucionais.

“Foi uma resposta altamente positiva de nossas conselheiras, se consideramos as enormes dificuldades que o movimento de mulheres e feministas vem enfrentando, atualmente, no campo dos direitos sexuais e reprodutivos, frente à significativa redução de financiamentos por parte das agências de cooperação e instituições internacionais, resultado da grande onda conservadora que se estabeleceu no mundo na última década”, avaliou Telia Negrão,

 

informativoVOLTAR

topo da página