Rede Feminista sai fortalecida do Encontro e busca
alternativas para superar as dificuldades oferecidas pela crise
internacional
Articulação política nacional criada há
17 anos, a Rede Feminista de Saúde teve sua missão
reafirmada no 10º Encontro realizado de 25 a 27 de junho
em Porto Alegre, bem como na Reunião do novo Conselho
Diretor.
Este encontro destinou os dois primeiros dias para o debate
da agenda política no campo dos direitos sexuais e reprodutivos,
reafirmando o compromisso com a garantia para atenção
integral à saúde das mulheres. As agendas da Rede
foram reafirmadas e novos desafios apontados.
No dia 26, as delegadas eleitas em 17 estados debruçaram-se
para conhecer, debater e deliberar sobre os desafios no campo
da gestão – metodologia de trabalho, gestão
de recursos financeiros e de projetos. É bastante conhecido
o fato que as organizações do campo dos direitos
sexuais e reprodutivos enfrentam dificuldades para obtenção
de recursos, reflexos do crescimento dos setores conservadores
e fundamentalistas sobre os doadores internacionais.
Os recursos para a sustentabilidade se tornam cada vez mais
escassos, havendo necessidade de aprimoramento nos mecanismos
de gestão. A idéia é de que a Rede busque
sua auto-sustentação através da mobilização
de suas filiadas, numa ação sinérgica,
permanente e pró-ativa, baseada na co-responsabilidade,
na solidariedade feminista e na confiança entre as integrantes
da rede.
Apresentando dados sobre a situação vivida pela
Rede Feminista, a Secretaria Executiva da Rede recebeu integral
apoio do 10º Encontro quanto às estratégias
adotadas. Um conjunto de medias foi aprovada:
1) Realizar uma Campanha de Fortalecimento da Rede, com ações
através das Regionais e Pontos Focais, de forma arrecadar
recursos para dar segurança ao trabalho da Secretaria
Executiva.
2) Quitação de anuidades de todas as filiadas,
no valor mínimo de R$ 50,00 individuais e R$ 200,00 institucionais.
“Foi uma resposta altamente positiva de nossas conselheiras,
se consideramos as enormes dificuldades que o movimento de mulheres
e feministas vem enfrentando, atualmente, no campo dos direitos
sexuais e reprodutivos, frente à significativa redução
de financiamentos por parte das agências de cooperação
e instituições internacionais, resultado da grande
onda conservadora que se estabeleceu no mundo na última
década”, avaliou Telia Negrão,