Em Porto Alegre, o grupo de trabalho coordenado pela Rede Feminista
de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos esteve
reunido, nesta segunda-feira, dia 7/7, com representantes da
Secretaria da Saúde do Estado e Coordenadoria Estadual
da Mulher para que sejam tomadas uma série de providências
com o intuito de evitar que as fichas médicas de uma
clínica fechada, em Porto Alegre, sejam utilizadas como
elementos de prova contra as mulheres que supostamente teriam
feitos abortos.
Além desta reunião, o GT também encaminhou,
ontem, ao Procurador Geral de Justiça do Rio Grande do
Sul, Mauro Renner, um documento no qual solicita informes sobre
o paradeiro dos prontuários aprendidos pela polícia
e recomendando que os direitos à privacidade e a inviolabilidade
das mulheres sejam respeitados. O grupo não quer que
se repitam no Estado os mesmos fatos que vêm ocorrendo
em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, onde cerca de 10 mil mulheres
estão ameaçadas de indiciamento por suspeita de
prática de aborto. Durante a reunião, a secretária
executiva da Rede, Telia Negrão, ponderou que a questão
do aborto inseguro deve ser tratada no âmbito da saúde
pública, daí a importância desse encontro
que buscou uma parceria para a localização das
fichas.