Informativo 09 - 17 de junho de 2008
Maria Goretti David
Lia Zanotta

Dulce Xavier

 
 
 
 
 
 

 

Aborto legal e aborto inseguro:
a luta pela legalização
e apresentação da campanha Vai pensando aí


Para as organizações feministas, o direito de decidir sobre o aborto é uma questão de cidadania e democracia e implica no direito das mulheres de decidirem, com autonomia, pelo seu corpo. O aborto inseguro é um grave problema de saúde pública. Quando realizado sob condições precárias - ambientes sem o mínimo padrão de higiene e ausência de pessoas capacitadas – o aborto causa seqüelas à saúde da mulher e, muitas vezes, sua própria morte. A coordenação da mesa é da enfermeira e presidenta da Associação Brasileira de Enfermagem – ABEN, Maria Goretti David. Entre as palestrantes desta temática: Lia Zanotta, antropóloga da UNB e Dulce Xavier, socióloga e secretária executiva das Jornadas Brasileiras pelo Aborto Legal e Seguro, ambas do Conselho Diretor da Rede Feminista de Saúde . Liége Rocha, da União Brasileira de Mulheres completa este painel.

No Brasil, o aborto não é considerado crime em duas situações: em caso de risco de vida e de estupro. Apesar disso, estima-se que no País, são realizados mais de um milhão de abortos inseguros. A proibição do aborto impõe sua prática clandestina e em condições de elevado risco para as mulheres. Por ano, ocorrem cerca de 250 mil internações para tratamento das complicações de aborto no país.

A prática do aborto inseguro está diretamente relacionada à alta incidência de mortes maternas no Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, pois o aborto é considerado uma das principais causas de mortalidade materna.

As mulheres que morrem por morte materna, na sua maioria, são de baixa renda, ou negras, com baixa escolaridade, e que possuem acesso deficiente às políticas de planejamento familiar para prevenção de uma gravidez indesejada. (fonte: folder Ipas/Brasil)

Criminalizar o aborto resolve? - A campanha publicitária Vai Pensando Aí, da agência paulista Santa Clara, contratada pela IPAS/Brasil, que provoca o usuário da web (Youtube) com a temática da descriminalização do aborto será apresentada à plenária do Seminário Implementando os Marcos de Saúde Integral das Mulheres, dos Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. A campanha foi lançada oficialmente em 12 de março, em São Paulo/SP, com o título Criminalizar o aborto resolve? Vai pensando aí... e tem o apoio da Rede Feminista que divulgou a peça no site, com boa repercussão.

 

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