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Na programação, debate sobre mortalidade materna e o caso Alyne: o Brasil no banco dos réus |
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Do que adoecem e morrem as mulheres brasileiras e quais
os desafios da saúde integral, direitos sexuais e reprodutivos
é a temática estabelecida para a manhã do segundo
dia do Seminário, 25/06, que terá na coordenação
de mesa, a farmacêutica Jussara Cony, Superintendente do Grupo
Hospitalar Conceição - GHC. Entre as painelistas, a presença
de Regina Viola, psicóloga, Coordenadora da Área Técnica
da Saúde da Mulher, do Ministério da Saúde. Uma
outra convidada é Marisa Fernandes, do Coletivo de Mulheres Lásbicas,
de São Paulo, que trará elementos para demonstrar que
a orientação sexual das mulheres influi na sua saúde.
Também estará presente o médico Osmar Ribeiro Colás,
da Comissão Nacional Especializada em Violência Sexual
e Aborto Previsto na Lei”, da FEBRASGO. Nesta mesa de diálogo, as presenças de Alerte Leandro, enfermeira, doutora em Saúde Pública e integrante da Rede de Mulheres Negras do Paraná; da médica Sandra Valongueiro, do Hospital das Clínicas e pesquisadora da Universidade Federal de Pernambuco. A organização do evento aguarda a confirmação da vinda do médico e coordenador do Pacto Pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, Adson França, do Ministério da Saúde. Brasil vai a júri - Seguindo a mesma temática, o Seminário apresentará o Caso Alyne, primeiro caso de mortalidade materna no país que será julgado pelo Comitê das Nações Unidas pela Eliminação da Discriminação contra a Mulher - Cedaw. Alyne da Silva Pimentel, negra, tinha 28 anos e estava no sexto mês de gravidez quando morreu. Seu trágico caso foi traçado por inúmeras de demoras. Quando chegou ao posto de saúde do subúrbio do Rio de Janeiro, houve demora no atendimento e no diagnóstico médico e descaso quando foi mandada embora para casa, quando deveria ser encaminhada imediatamente para um hospital. A advogada Carmem Campos, consultora do Centro
pelos Direitos Reprodutivos, uma das organizações que
levou o assunto ao Cedaw, estará participando do Seminário
e sua fala será sobre este caso emblemático, cuja decisão
do Comitê deverá repercutir em todos os países membros
da ONU. O Cedaw já notificou o governo brasileiro que tem até
agosto para se pronunciar. A resposta oficial será, então,
analisada. Após isso, os 23 membros julgam a representação.
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