Informativo 09 - 17 de junho de 2008
Sandra Valongueiro
Alaerte Leandro

 

 
 
 
 
 
 
 
 

Na programação, debate sobre mortalidade materna e o caso Alyne: o Brasil no banco dos réus

Do que adoecem e morrem as mulheres brasileiras e quais os desafios da saúde integral, direitos sexuais e reprodutivos é a temática estabelecida para a manhã do segundo dia do Seminário, 25/06, que terá na coordenação de mesa, a farmacêutica Jussara Cony, Superintendente do Grupo Hospitalar Conceição - GHC. Entre as painelistas, a presença de Regina Viola, psicóloga, Coordenadora da Área Técnica da Saúde da Mulher, do Ministério da Saúde. Uma outra convidada é Marisa Fernandes, do Coletivo de Mulheres Lásbicas, de São Paulo, que trará elementos para demonstrar que a orientação sexual das mulheres influi na sua saúde. Também estará presente o médico Osmar Ribeiro Colás, da Comissão Nacional Especializada em Violência Sexual e Aborto Previsto na Lei”, da FEBRASGO.

A parte da manhã do dia 26/6 é, também, reservada para a discussão sobre Mortalidade Materna no país. A morte materna é um dos mais sensíveis indicadores das condições de vida de uma população e reflete, principalmente, a desarticulação, desorganização e a qualidade inadequada da assistência prestada à mulher durante o ciclo gravídico-puerperal, porque o pronto atendimento e adequado pode evitar a maioria dessas mortes.

Nesta mesa de diálogo, as presenças de Alerte Leandro, enfermeira, doutora em Saúde Pública e integrante da Rede de Mulheres Negras do Paraná; da médica Sandra Valongueiro, do Hospital das Clínicas e pesquisadora da Universidade Federal de Pernambuco.

A organização do evento aguarda a confirmação da vinda do médico e coordenador do Pacto Pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, Adson França, do Ministério da Saúde.

Brasil vai a júri - Seguindo a mesma temática, o Seminário apresentará o Caso Alyne, primeiro caso de mortalidade materna no país que será julgado pelo Comitê das Nações Unidas pela Eliminação da Discriminação contra a Mulher - Cedaw. Alyne da Silva Pimentel, negra, tinha 28 anos e estava no sexto mês de gravidez quando morreu. Seu trágico caso foi traçado por inúmeras de demoras. Quando chegou ao posto de saúde do subúrbio do Rio de Janeiro, houve demora no atendimento e no diagnóstico médico e descaso quando foi mandada embora para casa, quando deveria ser encaminhada imediatamente para um hospital.

A advogada Carmem Campos, consultora do Centro pelos Direitos Reprodutivos, uma das organizações que levou o assunto ao Cedaw, estará participando do Seminário e sua fala será sobre este caso emblemático, cuja decisão do Comitê deverá repercutir em todos os países membros da ONU. O Cedaw já notificou o governo brasileiro que tem até agosto para se pronunciar. A resposta oficial será, então, analisada. Após isso, os 23 membros julgam a representação.

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