Na parte da tarde do dia 26/06, às 13h45min,
o espaço do Seminário Implementando os Marcos de Saúde
Integral das Mulheres, dos Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
é dedicado à temática Violências de Gênero
e Saúde. De acordo com a Secretária Executiva da Rede,
Telia Negrão, a mortalidade materna e a violência contra
a mulher são dois dos temas mais abordados pelo movimento de
mulheres na América Latina e Caribe. Na coordenação
estará a socióloga Eline Jones da União Brasileira
de Mulheres – UBM e da mesa participam as psicólogas Maria
Luísa Pereira de Oliveira, Secretária Adjunta
da RFS, Martha Narvaz, da Ufrgs e do Observatório
da Lei Maria da Penha e a economista Marlene Libardoni,
da Campanha 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as
Mulheres.
Com taxas entre as mais elevadas do mundo, a morte materna produz, segundo
inúmeros estudos, 92 vítimas para cada 100 mil nascidos
vivos no Brasil, constituindo-se numa injustiça social, um grave
problema de saúde pública e uma violação
aos direitos humanos das mulheres.
Já a violência de gênero contra
as mulheres atinge no Brasil uma mulher a cada 15 segundos segundo inúmeros
estudos. Em Pernambuco, nordeste do Brasil, uma mulher é assassinada
a cada dia segundo estudos do Observatório da Violência
do SOS Corpo, o que tem levado a que se estude com maior profundidade
a ocorrência de femicídios também neste País,
a exemplo do que vem ocorrendo no México, na Guatemala e regiões
da Argentina.
A violência de gênero é um
problema mundial ligado ao poder, privilégios e controle masculinos.
Atinge as mulheres independentemente de idade, cor, etnia,religião,nacionalidade,opçãosocial
ou condição social.
Historicamente, à violência doméstica e sexual somam-se
outras formas de violação dos direitos das mulheres: da
diferença de remuneração em relação
aos homens, do tratamento desumano que recebem nos serviços de
saúde ao assédio sexual no local de trabalho. Essas discriminações
e sua invisibilidade agravam os efeitos da violência física,
sexual e psicológica contra a mulher. (Fonte: Dossiês
da Rede Feminista de Saúde)
Mais atividades do Seminário
Durante o encontro serão trabalhados informes sobre Câncer
Cérvico-Uterino e de Mama, duas importantes causas de mortalidade
na população feminina e a Feminização da
epidemia do HIV/aids, a doença está gradativamente avançando
entre a população feminina devido à distribuição
desigual do poder entre homens e mulheres, a estereótipos e a
arraigados fatores socioeconômicos que propiciam uma cultura de
silêncio ao redor do sexo que impede a prevenção
do contágio. Um outro tópico a ser discutido será
a Campanha pela Convenção Interamericana dos Direitos
Sexuais e Direitos Reprodutivos, da qual a RFS é o Ponto Focal
brasileiro.
Haverá ainda um debate sobre O controle social
da saúde e os marcos de saúde das mulheres.Construindo
sinergias. A coordenação será da bibliotecária
Maria Noelci Teixeira Homero, integrante do Conselho
Diretor da RFS e da Regional RS da Rede. As duas debatedoras serão
a farmacêutica Clair Castilhos, da Comissão
Intersetorial de Saúde da Mulher – CISMU/Conselho Nacional
da Saúde, e a médica Ana Maria Costa, da Secretaria de
Gestão Participativa/MS.
Outras palestrantes convidadas
Participarão do Seminário Implementando
os Marcos de Saúde Integral das Mulheres, Dos Direitos Sexuais
e dos Direitos Reprodutivos como palestrantes convidadas:
Eliana Rocha, mestra em Filosofia da Educação,
conselheira-colaboradora da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ
e da equipe da Bemfam/IPPF;
Carmem Carneiro, artista plástica e coordenadora da Amaterna;
Simone Machado – assistente social e coordenadora
da Amaterna;
Liége Rocha – integrante da União
Brasileira de Mulheres;
Rubia Abs da Cruz, advogada, coordenadora geral da
Themis, conselheira fiscal da RFS;
Ana Ramalho, médica e integrante do Instituto
Nacional do Câncer – INCA;
Santinha do Espírito Santo,
médica e integrante do Conselho Estadual da Saúde do Rio
de Janeiro;
Patrícia Leitão, psicóloga, integrante
da organização Gestos e Soropositividade, Pernambuco.