Informativo 09 - 17 de junho de 2008
Martha Narvaz
Clair Castilhos

 

Maria Noelci Homero
 
Marlene Libardoni
 
Maria Luisa de Oliveira
 
 


Violências de gênero e saúde


Na parte da tarde do dia 26/06, às 13h45min, o espaço do Seminário Implementando os Marcos de Saúde Integral das Mulheres, dos Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos é dedicado à temática Violências de Gênero e Saúde. De acordo com a Secretária Executiva da Rede, Telia Negrão, a mortalidade materna e a violência contra a mulher são dois dos temas mais abordados pelo movimento de mulheres na América Latina e Caribe. Na coordenação estará a socióloga Eline Jones da União Brasileira de Mulheres – UBM e da mesa participam as psicólogas Maria Luísa Pereira de Oliveira, Secretária Adjunta da RFS, Martha Narvaz, da Ufrgs e do Observatório da Lei Maria da Penha e a economista Marlene Libardoni, da Campanha 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres.

Com taxas entre as mais elevadas do mundo, a morte materna produz, segundo inúmeros estudos, 92 vítimas para cada 100 mil nascidos vivos no Brasil, constituindo-se numa injustiça social, um grave problema de saúde pública e uma violação aos direitos humanos das mulheres.

Já a violência de gênero contra as mulheres atinge no Brasil uma mulher a cada 15 segundos segundo inúmeros estudos. Em Pernambuco, nordeste do Brasil, uma mulher é assassinada a cada dia segundo estudos do Observatório da Violência do SOS Corpo, o que tem levado a que se estude com maior profundidade a ocorrência de femicídios também neste País, a exemplo do que vem ocorrendo no México, na Guatemala e regiões da Argentina.

A violência de gênero é um problema mundial ligado ao poder, privilégios e controle masculinos. Atinge as mulheres independentemente de idade, cor, etnia,religião,nacionalidade,opçãosocial ou condição social.
Historicamente, à violência doméstica e sexual somam-se outras formas de violação dos direitos das mulheres: da diferença de remuneração em relação aos homens, do tratamento desumano que recebem nos serviços de saúde ao assédio sexual no local de trabalho. Essas discriminações e sua invisibilidade agravam os efeitos da violência física, sexual e psicológica contra a mulher. (Fonte: Dossiês da Rede Feminista de Saúde)

Mais atividades do Seminário
Durante o encontro serão trabalhados informes sobre Câncer Cérvico-Uterino e de Mama, duas importantes causas de mortalidade na população feminina e a Feminização da epidemia do HIV/aids, a doença está gradativamente avançando entre a população feminina devido à distribuição desigual do poder entre homens e mulheres, a estereótipos e a arraigados fatores socioeconômicos que propiciam uma cultura de silêncio ao redor do sexo que impede a prevenção do contágio. Um outro tópico a ser discutido será a Campanha pela Convenção Interamericana dos Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, da qual a RFS é o Ponto Focal brasileiro.

Haverá ainda um debate sobre O controle social da saúde e os marcos de saúde das mulheres.Construindo sinergias. A coordenação será da bibliotecária Maria Noelci Teixeira Homero, integrante do Conselho Diretor da RFS e da Regional RS da Rede. As duas debatedoras serão a farmacêutica Clair Castilhos, da Comissão Intersetorial de Saúde da Mulher – CISMU/Conselho Nacional da Saúde, e a médica Ana Maria Costa, da Secretaria de Gestão Participativa/MS.

Outras palestrantes convidadas
Participarão do Seminário Implementando os Marcos de Saúde Integral das Mulheres, Dos Direitos Sexuais e dos Direitos Reprodutivos como palestrantes convidadas:
Eliana Rocha, mestra em Filosofia da Educação, conselheira-colaboradora da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ e da equipe da Bemfam/IPPF;
Carmem Carneiro, artista plástica e coordenadora da Amaterna;
Simone Machado – assistente social e coordenadora da Amaterna;
Liége Rocha – integrante da União Brasileira de Mulheres;
Rubia Abs da Cruz, advogada, coordenadora geral da Themis, conselheira fiscal da RFS;
Ana Ramalho, médica e integrante do Instituto Nacional do Câncer – INCA;

Santinha do Espírito Santo, médica e integrante do Conselho Estadual da Saúde do Rio de Janeiro;
Patrícia Leitão, psicóloga, integrante da organização Gestos e Soropositividade, Pernambuco.


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