DIA
INTERNACIONAL DE AÇÃO PELA SAÚDE DA MULHER / DIA
NACIONAL DE REDUÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA |
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Aborto inseguro, violência e aids:
os desafios para a redução da mortalidade materna |
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Cerca de duas mil mulheres são vítimas de mortalidade materna por ano no Brasil, não constituindo um número expressivo se analisado o conjunto de mortes de mulheres de 10 a 49 anos no país. Contudo, a Rede Feminista de Saúde vem propondo a seguinte reflexão: na medida em que a gestação é uma vivência da sexualidade e não uma doença e considerando ainda que 96% (RFS, 2006) das mortes maternas podem ser evitadas, é inconcebível que se tenha este índice exagerado de mortes. ENFRENTAR O PROBLEMA - A Organização Mundial de Saúde – OMS recomenda que sejam realizados no mínimo seis exames de pré-natal e uma consulta após o parto. Esse acompanhamento pode ser fundamental para a prevenção da morte materna, pois é quando podem ser detectados os casos de doença hipertensiva específica da gravidez (pré-eclâmpsia e eclampsia), diabetes e infecções. Para a RFS, o Brasil só poderá reduzir em 75% a mortalidade materna até 2015, como prevê a Organização das Nações Unidas - ONU - em seu quinto Objetivo de Desenvolvimento do Milênio, estabelecido em 2000, caso enfrente o problema em todas as suas dimensões: "Se não for adotada uma política muito séria de educação sexual, assegurado o planejamento reprodutivo, a melhoria do atendimento durante a gestação, a efetiva humanização do parto e trabalho com evidências científicas, o cuidado alongado com puerpério e a legalização do aborto, não conseguiremos reduzir as mortes maternas no país e atingir as metas estabelecidas pela ONU", afirma a Secretária Executiva da RFS, Telia Negrão. A jornalista e cientista política reconhece que houve avanços no País desde a criação, com o apoio da Rede, em 2004, do Pacto Nacional Pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal. Esta estratégia envolve, hoje, atores sociais e os governos, em suas três esferas, na mobilização em torno da melhoria da qualidade de vida de mulheres e crianças, incrementando a vigilância epidemiológica da morte materna. No entanto, acentua, mesmo com sinais de estabilização nos indicadores de mortalidade materna no país (52,36 mortes por 100 mil nascidos vivos em 2000 e 53,34 em 2005) o quadro pode ser alterado para pior com o crescimento da infecção de mulheres pelo HIV e das violências contra as mulheres. Dois assuntos que podem ser conferidos no artigo com assinatura de Telia Negrão postado neste informativo on line. A redução dos índices de morte materna no Brasil, constitui-se num desafio árduo e presente no cotidiano da Rede Feminista de Saúde. O compromisso com essa bandeira de luta encontra-se na história da própria Rede, que através de filiadas e parceiras busca o enfrentamento do fenômeno pela ação política e pelos estudos e pesquisas sobre a saúde das mulheres, os direitos sexuais e os direitos reprodutivos. A magnitude da morte materna exige definições urgentes de estratégias de ações que conduzam à melhoria da qualidade da atenção à saúde da mulher em nosso País. |
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