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Informativo 07 - 28 DE MAIO de 2008
DIA INTERNACIONAL DE AÇÃO PELA SAÚDE DA MULHER / DIA NACIONAL DE REDUÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA
RSMLAC mobiliza
mulheres e feministas
 
 
 
 
Pelo direito e a liberdade de decidir
O Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher -o 28 de Maio - foi definido no IV Encontro Internacional da Mulher e Saúde em 1984, na Holanda, durante o Tribunal Internacional de Denúncia e Violação dos Direitos Reprodutivos. No ano seguinte, quando da realização do V Encontro, na Costa Rica, a Rede de Saúde das Mulheres Latinoamericanas e do Caribe – RSMLAC propôs que a cada ano, no dia 28 de maio, fosse desencadeada uma campanha mundial elegendo sempre um tema da saúde da mulher.

A campanha deste ano – Nossos corpos, nossas vidas, nossa saúde. Pelo direito e a liberdade de decidir - dá continuidade à realizada em 2007, na qual a RSMLAC propôs ao movimento de mulheres e feministas repolitizar as demandas históricas em saúde e direitos sexuais e reprodutivos. Direitos estes que vinham de um ciclo de avanços e que passaram a viver nos últimos meses o risco de retrocesso, face aos avanços dos setores conservadores e fundamentalistas que trabalham contra os direitos das mulheres em todo o continente. O propósito não só objetiva impedir avanços, como destruir conquistas.

Neste Chamado à Ação de 2008, a RSMLAC e a Rede Feminista de Saúde, integrante do conselho diretor da RSMLAC, propõem um debate de reconhecimento do corpo das mulheres como territórios de direitos e de expressão da autonomia, liberdade e dignidade; denunciar as imposições que se exercem sobre eles; e exortar aos governos para que garantam a saúde e a vida de todas as mulheres, sem quaisquer discriminações.

Na pauta de atividades da campanha, o foco é a relação entre a morte materna e aborto clandestino. A septicemia - uma forma grave de infecção que leva à inflamação de vários órgãos - decorrente de aborto realizado em condições inseguras é causa de morte materna em número significativo de mulheres. O maior problema acontece nas camadas de renda mais baixa, em que a prática acontece na maioria das vezes sem condições de saúde e higiene adequadas.

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