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Informativo 07 - 28 DE MAIO de 2008
DIA INTERNACIONAL DE AÇÃO PELA SAÚDE DA MULHER / DIA NACIONAL DE REDUÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA
 
 
 
 
 
 
 
a mortalidade materna EM PORTO ALEGRE

A Razão de Mortalidade Materna em Porto Alegre – índice do número de óbitos maternos, por 100 mil nascidos vivos de mães residentes em determinado espaço geográfico – aponta que em 2007 foi de 56,4. Foram 22 mortes maternas notificadas. Sendo que as duas principais causas de morte materna na capital do Rio Grande do Sul, no ano passado, foram a Aids e o Tromboembolismo Pulmonar, representando 30% cada uma delas.
O relatório do Comitê Municipal de Estudos e Prevenção das Mortes Maternas de Porto Alegre – CMEPMM revela que as principais causas de morte materna nos últimos 12 anos (1996 a 2007) são as doenças clínicas com 17,8%, e a Aids com 15,3%, Doenças Hipertensivas da gestação com 14,6% e as doenças cardiovasculares com 14%. Entre as doenças clínicas estão as doenças respiratórias que representam 1/3 destas causas.
Na análise do Comitê, “as doenças clínicas, que têm levado ao óbito mulheres no ciclo reprodutivo, são preveníveis e controláveis, representando um potencial de óbitos evitáveis. Entre elas cita-se as doenças cardiovasculares, a Aids, as doenças respiratórias e urinárias.”

ESCLARECENDO...
Uma epidemia silenciosa, assim considera a Organização Mundial de Saúde (OMS) quando se refere ao fenômeno mortalidade materna no mundo. Este mesmo organismo “define morte materna como a morte de uma mulher que ocorre durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da gestação, independente da duração ou da localização da gravidez, devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela, porém não devido a causas acidentais ou incidentais”. Ainda de acordo com a OMS, taxas acima de 20 óbitos maternos por 100 mil nascidos vivos são consideradas elevadas e, acima de 50 são inaceitáveis. O ideal é que o número destas mortes fosse igual a zero.
A OMS apresenta na CID 10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. Décima Revisão) outras definições relacionadas à morte materna:

Morte materna tardia é a morte de uma mulher por causas obstétricas diretas ou indiretas mais de 42 dias, mas menos de um ano, após o término da gravidez.

Morte relacionada à gravidez - é a morte de uma mulher enquanto grávida ou até 42 dias após o término da gravidez, qualquer que tenha sido a causa morte.

Mortes obstétricas diretas - são aquelas resultantes de complicações obstétricas na gravidez, no parto e no puerpério (nome dado à fase pós-parto) decorrentes de intervenções, omissões, tratamento incorreto ou a uma cadeia de eventos resultantes de quaisquer das causas mencionadas.
Mortes obstétricas indiretas – são aquelas resultantes de doenças existentes antes da gravidez ou de doenças que se desenvolveram durante a gravidez e que não são decorrentes de causas obstétricas diretas, mas que foram agravadas pelos efeitos fisiológicos da gravidez.
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