ESCLARECENDO...

Uma epidemia
silenciosa, assim considera a Organização Mundial de Saúde
(OMS) quando se refere ao fenômeno mortalidade materna no mundo.
Este mesmo organismo “define morte materna como a morte de uma
mulher que ocorre durante a gestação ou dentro de um período
de 42 dias após o término da gestação, independente
da duração ou da localização da gravidez,
devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou
por medidas em relação a ela, porém não
devido a causas acidentais ou incidentais”. Ainda de acordo com
a OMS, taxas acima de 20 óbitos maternos por 100 mil nascidos
vivos são consideradas elevadas e, acima de 50 são inaceitáveis.
O ideal é que o número destas mortes fosse igual a zero.

A OMS apresenta na CID 10 (Classificação Estatística
Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde.
Décima Revisão) outras definições relacionadas
à morte materna:
Morte
materna tardia é a morte de uma mulher por causas
obstétricas diretas ou indiretas mais de 42 dias, mas menos de
um ano, após o término da gravidez.
Morte
relacionada à gravidez - é a morte de
uma mulher enquanto grávida ou até 42 dias após
o término da gravidez, qualquer que tenha sido a causa morte.
Mortes
obstétricas diretas - são aquelas resultantes
de complicações obstétricas na gravidez, no parto
e no puerpério (nome dado à fase pós-parto) decorrentes
de intervenções, omissões, tratamento incorreto
ou a uma cadeia de eventos resultantes de quaisquer das causas mencionadas.
Mortes
obstétricas indiretas – são aquelas
resultantes de doenças existentes antes da gravidez ou de doenças
que se desenvolveram durante a gravidez e que não são
decorrentes de causas obstétricas diretas, mas que foram agravadas
pelos efeitos fisiológicos da gravidez.