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A reunião da Rede Feminista de Saúde, realizada entre os dias 11 e 12 de abril, em São Paulo, teve como pauta a discussão do feminismo e o Sistema Único de Saúde focalizando a questão do controle social e do monitoramento das políticas públicas. A reunião foi planejada em um processo coletivo de trocas de idéias e informações.

De 3 e 4 de maio, a Rede Feminista participou do Diálogo Regional da América Latina e do Caribe sobre Direitos Reprodutivos e Violência Contra as Mulheres no Rio de Janeiro.

De 15 a 19 de maio realização do VII Encontro da Rede Nacional em Caeté, Minas Gerais, com as seguintes resoluções aprovação da proposta de reforma do Estatuto Social da Rede Saúde. Substituição do nome Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos para Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, acordando-se que de forma reduzida a articulação seria conhecida como Rede Feminista de Saúde. A Assembléia Geral referendou a importância da necessidade de manutenção e ampliação da ação em controle social. Define-se a mudança da sede nacional para Belo Horizonte com a eleição da médica Maria de Fátima Oliveira Ferreira - Fátima Oliveira, como secretária-executiva. Nesse mandato, a secretaria-adjunta foi ocupada por Neusa Cardoso de Melo e Ana Maria da Silva Soares, sucedendo a primeira.

A temática Mulher e Aids entra no foco das discussões e ações da Rede Feminista de Saúde, que lança vários documentos, revista , um livro resultante de pesquisa e o Dossiê Mulher e Aids, com redação e pesquisa de Wilza Villela, médica e pesquisadora do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e dedicada ao estudo do tema HIV/Aids a partir de uma perspectiva de gênero e direitos humanos.

Para marcar o Dia Internacional da Saúde da Mulher - 28 de maio - a Rede Feminista de Saúde lançou folheto sobre o assunto ressaltando que “há quase vinte anos, as taxas de mortalidade materna no Brasil se mantém acima das registradas nos países desenvolvidos”.

Realizada em maio a Conferência Nacional de Mulheres Brasileiras comprometida com o fortalecimento da democracia e a superação das desigualdades econômicas, sociais, de gênero, raça e etnia. O evento teve como prioridade mobilizar e articular entidades de mulheres de todo o país para definir uma Plataforma Política Feminista, no contexto das eleições de 2002.

Nos dias 6 e 7 de junho em reunião realizada em Brasília/DF, a Rede Feminista de Saúde passou integrar a comissão organizadora da Conferência Nacional de Mulheres Brasileira (CNMB). A Rede deu a sua contribuição no texto da Plataforma Política Feminista. A conferência apresentou uma visão ampla e diversificada sobre assuntos que vão desde as privatizações, dívida externa, reforma agrária e políticas afirmativas, direitos das lésbicas e combate ao racismo.

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A edição de junho de 2002 do Jornal da RedeSaúde
apresenta como tema central o assunto “Mulher, Saúde e Trabalho”. A temática é introduzida pelas reflexões da professora e uma das fundadoras da Rede Feminista,Eleonora Menicucci de Oliveira, que ressalta a importância desse campo intelectual e político,cujos principais atores são os movimentos feminista e sindical. Ela escreve o artigo “Gênero, saúde e trabalho: produzindo conhecimentos, reconfigurando direitos”. As entrevistas, os artigos e seções abrem um amplo leque ao tratar do tema proposto. As entrevistas focalizam a discriminação da mulher no mundo do trabalho e suas conseqüências sobre a saúde.

A sindicalista Lenira Carvalho conversa acerca da situação da empregada doméstica e a pesquisadora Maria Aparecida Bento fala a partir da perspectiva de raça e gênero, detendo-se nas condições de trabalho da mulher negra. Os artigos continuam ampliando o leque de novas ou antigas questões, tornando-as visíveis: o assédio moral no trabalho, responsável por danos psíquicos em trabalhadoras e trabalhadores, na pesquisa de Margarida Barreto, e a proteção do trabalho e da saúde no trabalho para mulheres e homens com deficiência, no estudo de Maria Aparecida Gugel. Ou ainda: a exposição ao amianto, causando doenças profissionais, e suas conseqüências no espaço doméstico e nas relações de gênero, no artigo de Lucila Scavone, e os problemas de saúde sexual e reprodutiva das profissionais do sexo, na investigação de Mônica Maia, Alessandra Chacham e Ana Paula Lopes.

Em setembro, a Rede Feminista de Saúde coordenou um dos simpósios do III Congresso Internacional Mulher, Trabalho e Saúde, realizado em Estocolmo, Suécia. O evento reuniu pesquisadoras, médicas, representantes de governo e ativistas feministas. No simpósio foi discutido o impacto das condições de trabalho na vida sexual e reprodutiva das trabalhadoras.

Rede Feminista de Saúde desenvolve o projeto Cairo II para construção de um sistema de indicadores de gênero denominado Atenea/Monitoramento do Cairo, em oito países da América Latina, pelo Unfpa/Brasil e estimulado pela Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe - RSMLAC.

28 de setembro, como ação da Campanha 28 de Setembro, a Rede Feminista de Saúde editou um folheto que trabalhou os seguintes temas: Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos e Direito ao Aborto; Legislações e Realidades, Panorama brasileiro: Aborto previsto por lei.

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A Rede Feminista de Saúde edita pela terceira vez o manual “Controle Social: uma questão de cidadania. Saúde é assunto para mulheres”. A temática do controle social na área da saúde é considerada uma das prioridades para o trabalho da Rede.

Os textos mostram os avanços e os desafios do campo da saúde e conclamam as mulheres a lutarem por seus direitos de cidadãs. A publicação também foca o histórico do Movimento pela Reforma Sanitária no país e se detém na legislação e na organização do SUS, ancoradas nos princípios da universalidade, equidade e integralidade.






No mês de novembro, a Rede Feminista de Saúde edita o folheto Violência Doméstica, a face perversa das relações de gênero, que trata da violência doméstica, traz balanços das políticas de combate a essa violência no Brasil e diretório de instituições filiadas à Rede Feminista de Saúde que prestam atendimento direto ou encaminhamento a mulheres em situação de violência.

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Em novembro de 2002, a Rede Feminista de Saúde apresenta o Dossiê Humanização do Parto
, com pesquisa e redação assinadas pela médica, mestra e doutora em Medicina Preventiva, Simone Grilo Diniz e pela doutora em Demografia, Alessandra Chacham. A publicação chama atenção para uma proposta de mudança nas práticas de atendimento e assistência ao parto que leve em conta os direitos das mulheres a uma maternidade segura e prazerosa. A publicação reconhece que estão disponíveis no país os elementos técnicos, como manuais e normas, para implementar transformações na assistência ao parto.

Mas salienta que o que falta é avançar na promoção de mudanças institucionais, para fazer justiça a esses avanços. Essas alterações exigem a mobilização das mulheres, profunda mudança na formação dos profissionais de saúde, além de coragem e firmeza dos responsáveis pelas políticas públicas. “A garantia de assistência humanizada ao parto – orientada pelos direitos e baseada na evidência – constitui uma importante estratégia na busca da promoção dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres em um momento tão especial de suas vidas”, destaca a apresentação do dossiê..

De 8 a 10 de novembro, em João Pessoa, Paraíba, numa realização da Rede Feminista de Saúde aconteceu o Seminário Direitos Sexuais e Reprodutivos no Rádio, voltado para mulheres comunicadoras e lideranças comunitárias daquele estado.

De 14 a 17 de novembro, em Belo Horizonte, Rede Feminista de Saúde realizou a Capacitação de Multiplicadoras em Controle Social das Políticas de Saúde, com a presença de representantes de 14 estados que resultou na publicação “A presença da mulher no controle social das políticas de saúde”. O evento foi apoiado pelo Unfpa/Brasil.

De 1 a 6 de dezembro, em San Jose, Costa Rica, foi realizado o 9º Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe. A temática do encontro tratou sobre “Expressões Feministas: Resistência Ativa Frente à Globalização”. O objetivo foi analisar a globalização e seus efeitos nos corpos e mentes das mulheres, traçar objetivos e pensar práticas e estratégias para o movimento feminista. A Rede Feminista de Saúde acompanhou todas as atividades desenvolvidas.


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