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Rede Feminista de Saúde, representando a Aliança Nacional da Campanha pela Convenção Interamericana dos Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, participou de 3 a 7 de junho da 41 ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos realizada na cidade de San Salvador, El Salvador.

A coordenadora da campanha no Brasil, Karen Borges Queiroz, fez a entrega de uma carta à diretora dos assuntos internacionais da OEA, Irene Klinger (vestido estampado), na qual denunciou a fragilidade das políticas de direitos humanos no Brasil, visto o retrocesso o cancelamento da distribuição do kit antihomofobia nas escolas públicas do país.

Klinger considerou de suma importância essa denúncia e recomendou que as ações da Campanha pela Convenção dos Direitos Sexuais e Reprodutivos incidam também junto a Organização Panamericana de Saúde – OPAS.

Resultado de uma parceria da Rede Feminista e Campanha Ponto Final na Violência contra as Mulheres e Meninas com a Associação Mulheres Pela Paz, entidade de São Paulo, ocorreu de 9 de junho a 9 de julho, no Memorial do Rio Grande do Sul, a exposição fotográfica “1000 Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo”. A exposição, que é itinerante, apresenta o perfil de mulheres de 150 países. A proposta desta mostra surgiu em 2005 na associação suíça Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo, quando mil mulheres foram indicadas para o Prêmio Nobel da Paz daquele ano, com apoio da Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura -Unesco. O Brasil contribuiu com a indicação de 52 mulheres, entre elas está a médica pediatra, especialista em saúde da mulher, Mazé Araújo, coordenadora da Regional Bahia da Rede Feminista de Saúde e Relatora Nacional do Direito Humano à Saúde Sexual e Reprodutiva da Plataforma DhESCA/Brasil e com a ex-secretária executiva da Rede, a médica Fátima Oliveira.

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A Campanha Ponto Final na Violência contra as Mulheres e Meninas conquistou a adesão da Associação Mulheres Pela Paz
, entidade nacional com sede em São Paulo, quando da realização da oficina “Redefinindo Paz – Violência Doméstica: construção de metodologia de educação popular feminista específica para trabalhar com mulheres e homens”. O evento aconteceu nos dias 9 e 10 de junho, em Porto Alegre, com apoio das secretarias da Cultura e Políticas para as Mulheres do Governo do Rio Grande do Sul. Mulheres pela Paz passou a integrar o Diretório Nacional da Campanha Ponto Final na Violência contra as Mulheres que tem como objetivo firmar ações políticas de denúncias e alertas para a mobilização social de reflexão sobre a violência contras as mulheres.

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Rede Feminista de Saúde elaborou uma proposta de plataforma “Saúde e Direitos das Mulheres”
, para intervir no processo das Conferências Nacionais de Saúde e de Políticas para as Mulheres, lançando-a em vários pontos do país. Em 16 de junho em São Paulo, a plataforma foi divulgada na Audiência Pública, ocorrida na Assembleia Legislativa, que tratou do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.

Em suas intervenções, a coordenadora da Regional São Paulo, Rosa de Lourdes Azevedo dos Santos, enfatizou a importância deste documento que fortalece a ação política da Rede. Ela lembrou, também, do lançamento, realizado em 2010 nesse mesmo local, da Campanha Ponto Final na Violência contra as Mulheres e Meninas.


Depois de São Paulo, a Rede Feminista de Saúde prosseguiu com intensa divulgação da plataforma “Saúde e direitos das mulheres” em diferentes regiões do país, como no Rio de Janeiro, Belém e Porto Alegre. O documento faz parte da estratégia de ação da Rede para impulsionar diálogos e subsidiar a agenda de todos os movimentos sociais e de mulheres com atuação voltada para a 14ª Conferência Nacional da Saúde e a 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres. A plataforma oferece argumentos em favor da saúde baseados no direito das mulheres à saúde integral, direitos sexuais e reprodutivos.

No dia 17 de junho, a Rede Feminista de Saúde iniciou sua participação nas reuniões da Comissão Organizadora da III Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres marcada para o período de 12 a 14 de dezembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília/DF. A representante da Rede é Rosa de Lourdes Azevedo dos Santos, doutora em Saúde Pública, coordenadora da Regional da São Paulo e conselheira do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.

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Os resultados de uma investigação sobre as dinâmicas do aborto
realizada, em 2010, no Brasil, Chile, Nicarágua e México foram divulgados no Seminário Democracia, Liberdades e Direitos Reprodutivos organizado pela Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais (Flacso), em Santiago do Chile, no dia 20 de junho, com o apoio de International Development Research Centre (IDRC) do Canadá. A apresentação do “Caso Brasil” foi feita pela jornalista e cientista política Telia Negrão, na qualidade de pesquisadora associada ao Núcleo Interdisciplinar de Estudo sobre a Mulher, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A jornalista foi responsável pela elaboração de estudos - Dinâmicas do Aborto e Estudo de Atores - centrados no período de 1999 a 2009, que revelaram momentos em que a temática do aborto se tornou uma agenda pública e midiática

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O mês de junho foi marcado por manifestações públicas
, em várias capitais do país e do mundo, que trouxeram para as ruas a reflexão sobre os direitos sexuais, reprodutivos e direitos humanos das mulheres. Alinhada com outras marchas, a Marcha das Vadias deu grande visibilidade a demanda e plataforma política que as organizações de mulheres há tempos pautam no Brasil. A Rede Feminista de Saúde, através da Campanha Ponto Final na Violência contra as Mulheres e Meninas, esteve presente nestes protestos. O movimento - Marcha das Vadias - ficou popular internacionalmente depois de um protesto, em Toronto/Canadá, contra um policial que afirmou, durante uma palestra numa universidade, que as mulheres deveriam parar de usar roupas de vagabundas (slut em inglês) para evitar abusos sexuais. A Ponto Final reivindica que as mulheres possam se vestir e agir como quiserem, sem serem reprimidas por sua sexualidade e culpabilizadas pela violência sexual que venham a sofrer.

 

Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos | Av. Salgado Filho, 28/601 - Porto Alegre/RS .:. Fone: (51) 3212.4998 - redesaude@redesaude.org.br