
A Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos
Reprodutivos é uma articulação política nacional do movimento de
mulheres, feminista e antirracismo, fundada em 1991. Tem abrangência
nacional, estando composta por 12 Regionais organizadas no Pará,
Paraíba, Paraná, Pernambuco, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Rio de
Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Distrito
Federal. A coordenação da Rede é realizada por um Conselho Diretor e
uma Secretaria Executiva, que compõem o Colegiado. A Assembleia
Geral é a instância maior de decisão.
É integrada por organizações não-governamentais, grupos feministas,
pesquisadoras e grupos acadêmicos de pesquisa, conselhos e fóruns de
direitos das mulheres, além de ativistas do movimento de mulheres e
feministas, profissionais da saúde e outras que atuam no campo da
saúde das mulheres, direitos sexuais e direitos reprodutivos. Está
presente em cerca de 30 instâncias nacionais, governamentais e
não-governamentais, que incidem sobre as políticas públicas de
saúde. Integra relatorias nacionais e internacionais de saúde e
direitos humanos das mulheres.
Desde a sua criação, a metodologia de trabalho da Rede Feminista vem
envolvendo ações e incidência política junto às diferentes
instâncias públicas do país visando garantir o acesso e assistência
à saúde integral das mulheres e assegurar os direitos sexuais e
reprodutivos como direitos humanos das mulheres. O advocacy e o
controle social na área da saúde, enfatizando a perspectiva
feminista, se revelam prioritários no trabalho da Entidade.
Coordena a Comissão Intersetorial de Saúde da Mulher do Conselho
Nacional de Saúde – CNS, integra a Comissão Executiva de
Monitoramento do Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna
e Neonatal, tem assento no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher
e no Conselho do Observatório Brasil de Igualdade de Gênero, é uma
das redes parceiras do projeto Observatório pela Aplicação da Lei
Maria da Penha. Integra a Coordenação da Plataforma Brasileira de
Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais –
Plataforma DhESCA/Brasil e a titularidade da Relatoria Nacional do
Direito Humano à Saúde. Tem assento na Comissão Nacional de Morte
Materna e na Comissão de Articulação dos Movimentos Sociais.
A Rede Feminista é fundadora e faz parte das Jornadas Brasileiras
pelo Aborto Legal e Seguro e da Frente Nacional pelo Fim da
Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. É Ponto
Focal da Campanha 28 de Setembro Pela Descriminalização do Aborto na
América Latina e no Caribe. Coordena no Brasil a Aliança Nacional
pela Campanha Por uma Convenção Interamericana dos Direitos Sexuais
e Direitos Reprodutivos e participa da Articulação Mulher e Mídia,
da Aliança de Controle do Tabagismo, da Plataforma dos Movimentos
Sociais pela Reforma Política, entre outras articulações.
A Organização tem reafirmado, ao longo destes anos, seu compromisso
de defesa da saúde integral das mulheres e dos seus direitos sexuais
e reprodutivos e do Sistema Único de Saúde público, universal e de
qualidade, acessível a todas as mulheres. É filiada à Rede de Saúde
das Mulheres Latinoamericanas e do Caribe – RSMLAC e à Rede Mundial
de Mulheres pelos Direitos Reprodutivos.
A ação política da Rede Feminista de Saúde está fundada nos
seguintes princípios:
• Fortalecimento dos movimentos feminista e de mulheres no âmbito
local, regional, nacional e internacional, em torno da saúde e dos
direitos sexuais e direitos reprodutivos;
• Reconhecimento dos direitos sexuais e reprodutivos como direitos
humanos;
• Reconhecimento da violência sexual, racial e doméstica como
violações dos direitos humanos;
• Defesa da implantação e da implementação de ações integrais de
saúde da mulher, no âmbito do Sistema Único de Saúde;
• Legalização do aborto, cuja realização é decisão que deve competir
à mulher como direito.